<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889</id><updated>2012-02-09T15:20:45.521-08:00</updated><category term='crítica'/><title type='text'>O Leopardo</title><subtitle type='html'>Ler com espírito de diversão e busca de compreensão, curtindo livros sem reservas e sem medo de declarar seu ódio ou paixão.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-3888390635330660277</id><published>2012-02-09T15:18:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T15:20:45.536-08:00</updated><title type='text'>Livros que se foram</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dias de ira, quando perdi todos os livros que possuí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Desde então, quando me falam de algum livro ou quando vejo um livro novinho na prateleira da livraria, um frase amargurada me ocorre: " Eu tinha esse livro."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não era nenhuma biblioteca, ou seja, não era um acervo representativo de um gênero literário ou de uma especialidade. Era só uma livraiada mesmo. Uns dois mil reunidos no passar dos anos, sem nenhum critério particular. Mas tinha muita coisa boa. Se quisesse cansar a paciência dos outros falando de alguns deles, ia ficar uma coisa nostálgica comum a qualquer pessoa que fica remoendo perdas. E talvez pouca gente ia entender, dependendo do apego de cada um a livros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No começo, falava alto a frase &lt;i&gt;&lt;b&gt;"Porra! eu tinha esse livro..."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, bem assim com palavrão no começo e reticências no fim. Aos poucos fui me dando conta da tolice. Para uns parecia um lamento, para outros soava como uma mentira mesmo, ou ainda uma bravata onde eu me vangloriava de ter lido e ainda por cima ter possuído aquela obra. Isso quando não estragava tudo revelando: "Eu tinha todos os livros desse autor!" E tinha mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas continuo dizendo tanto uma como outra frase, agora mentalmente. Só que assim dói mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Afinal, perdi os livros por ter ido embora de um casamento ruinoso. Ela, com raiva por eu ter superado finalmente, vendeu tudo por trezentos reais para o Fígaro, um sebo aqui de Curitiba. Podia ter sido para o Irajá, para o Espanhol ou mesmo feito uma fogueira, o efeito seria o mesmo. Foi a gota d'água mesmo depois de anos de judiação, traições e loucuras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A reação dos amigos foi veemente. Queriam alegar apropriação indébita dela, receptação do sebo. E estou falando de uma advogado e de um promotor de justiça! Eu, catatônico, deixei ficar, mesmo depois de ir na loja e ver que um dos livros estava na vitrine central e vendido a sessenta reais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A gente tende a inventar mecanismos de defesa para lidar com traumas. O meu foi concluir que era até um alívio ficar livre de toda aquele lastro de livros e centenas de outras quinquilharias, deixando para trás toda aquela bagagem inútil para recomeçar livre e leve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;È... está certo e racionalizado, mas tinha tanto livro bom...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADENDO&lt;br /&gt;Lista de alguns que tem feito falta ultimamente.&lt;br /&gt;- todos da coleção A Vida Cotidiana, publicados em Portugal e comprados com muito custo na Livraria do Chain.&lt;br /&gt;- O "Livro Verde da Minha Campanha" de Plínio Salgado, onde ele cita minha bisavó falando de meu tio-avô, com uma dedicatória autografada pelo autor. Nada raro, apenas de família e caro.&lt;br /&gt;- "Compêndio de Filosofia".&lt;br /&gt;- Um e outro entre uns duzentos da Coleção Argonauta, ficção científica, publicado em Portugal.&lt;br /&gt;- Coleção completa de "Amazing Stories" na versão em protuguês publicada pela Editora Globo, de PortoAlegre.&lt;br /&gt;- "Inri Cristo, Furacão sobre o Vaticano S/A" com dedicatória do próprio e do autor, uma curiosidade.&lt;br /&gt;- Todos de Herman Hesse.&lt;br /&gt;- "Religião na Dialética Socialista", uma pérola editada em Porto Alegre, mais não me lembro.&lt;br /&gt;- "Resumo da Origem de Todos os Cultos" de C. F. Dupuis, cópia xerox que o Gino me deu.&lt;br /&gt;- "Mein Kampf", de A. Hitler, que o Chain me deu.&lt;br /&gt;- "Ulisses" de James Joyce, primeira edição brasileira,que sofri para encadernar todo em couro de jacaré.&lt;br /&gt;- "Poésie et littérature française", que língua para poesia!&lt;br /&gt;- Todos de EliphasLevi.&lt;br /&gt;- "Documentário Arquitetônico"&amp;nbsp; de José Wasth Rodrigues, fascículos com estampas desse autor, publicados em 1944/1945. Tinha todos, encadernei em dois volumes. Só me sobraram dois fascículos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;- Volumes das "Obras Completas de Sigmund Freud", o "A psicologia e seus símbolos" de K.&lt;br /&gt;Young e tantos outros do tempo de Faculdade.&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GT23XuY669E/TzRTMoF6s_I/AAAAAAAAA08/cWAsHnAkFTU/s1600/Jose+Wasth+Rodrigues,+Casas+Antigas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/-GT23XuY669E/TzRTMoF6s_I/AAAAAAAAA08/cWAsHnAkFTU/s640/Jose+Wasth+Rodrigues,+Casas+Antigas.jpg" width="486" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;José Wasth Rodrigues - São Paulo, Casas Antigas - Documentário Arquitetônico, Fascículo I, Estampa 1&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-3888390635330660277?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/3888390635330660277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2012/02/livros-que-se-foram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/3888390635330660277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/3888390635330660277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2012/02/livros-que-se-foram.html' title='Livros que se foram'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GT23XuY669E/TzRTMoF6s_I/AAAAAAAAA08/cWAsHnAkFTU/s72-c/Jose+Wasth+Rodrigues,+Casas+Antigas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-1890251448998217732</id><published>2012-01-21T15:40:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T04:34:36.908-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><title type='text'>1808</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YDl4cUeQld4/TxtMix2Nh7I/AAAAAAAAAyg/-ehvTfWV_ow/s1600/caravelas-dom-joao.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://1.bp.blogspot.com/-YDl4cUeQld4/TxtMix2Nh7I/AAAAAAAAAyg/-ehvTfWV_ow/s320/caravelas-dom-joao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; Levei muito tempo entre ouvir falar do lançamento do livro “1808” de Laurentino Gomes, em 2007, e finalmente comprar e ler por esses dias de Janeiro de 2012. E este foi meu erro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Quando a gente fica adiando a leitura, acaba criando expectativas quanto ao livro. Esperando finalmente encontrar o muito que desejo saber sobre esse momento em nossa história, fico idealizando que o autor me presenteie com a mesma riqueza de texto e detalhes que uma vez encontrei em autores como Jacques Soustelle, Michel Chatelet e Suzanne Chantal, quando me contaram histórias de Portugal, do Antigo Egito, da India nos tempos de Jesus e por aí afora, todos trazendo fatos bem colocados, informações sólidas e abundantes, sempre com texto fluente e dinâmico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Em “1808”, o subtítulo “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, fica só na promessa e não conta esse “Como”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ler embalado e o começo parecia bom, mas o autor não foi feliz na sua empreitada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Logo notei que, das 368 páginas, 58 vinham com notas e bibliografia. Até postei no facebook do autor que preferia mais de bom texto e menos de pura mania de quem faz tese de mestrado e mesmo trabalhos escolares. Se o texto é bom, me convencerá, Se não é, não adianta invocar a Biblioteca Nacional inteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Em “1808” o autor cometeu o uso excessivo de aspas ao transcrever textos de cronistas da época, ao invés de apenas usar estas informações para, na sua própria redação, compor um painel dos usos, costumes e crenças daquele ano no Brasil. Tornaria a leitura mais dinâmica e adequada aos novos leitores. Como ficou, compôs uma colcha de retalhos com muitos fragmentos  repetidos, outros fora de contexto e todos muito evidentemente coligidos segundo a idiossincrasia do autor, ficando a impressão de que seu prisma é embaçado por preconceitos e seu ângulo limitado por ideologias, citando apenas o que é de seu particular interesse. A sensação final é a de infidelidade aos fatos históricos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenha tentado popularizar o trabalho ao utilizar elementos da Cultura Pop, mas me pareceu ingênuo e pueril ao comparar uma figura histórica com o Super-Homem e citando algumas vezes – pasmem – o filme de Carla Camurati, &lt;i&gt;Carlota Joaquina, Princesa do Brazil&lt;/i&gt; . &lt;br /&gt;Noutras vezes, critica a corrupção e o nepotismo como qualquer jornalista sem pauta faz hoje em dia. Nestes momentos deixa clara sua ideologia e rusticidade, desperdiçando espaço precioso em folhas de papel. Qualquer um sabe que todos os governos da Terra são feitos da mesma péssima matéria prima e quem já conheceu outros reis sabe que são excêntricos, loucos, brilhantes, como Luis XIV, Jorge III, Pedro, O Grande e outros de todos os tipos, muito poucos normais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;A impressão geral após a leitura é de que o autor escreveu cada linha como se fosse realmente um roteiro estendido do filme de Carla Camurati, que é uma obra artística onde todas as licenças são permitidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;Reforçou preconceitos e consolidou estereótipos, como faria o Casseta&amp;amp;Planeta, com informações que já são do conhecimento de qualquer médio leitor brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurou o ângulo mais politicamente correto possível do ponto de vista da “intelectualidade” corrente nos dias de hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Quanto a mitigar a sede do leitor por informações,  descrevendo os tempos de D. João VI no Brasil, compondo para nós um  painel verossímel e fiel, esse livro “1808” é um fracasso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Será que vou ler o próximo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-CC1HsxTHgxo/TxtMqxVdFyI/AAAAAAAAAyo/XWbCDCo3Wf4/s1600/Laurentino+Gomes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-CC1HsxTHgxo/TxtMqxVdFyI/AAAAAAAAAyo/XWbCDCo3Wf4/s320/Laurentino+Gomes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-1890251448998217732?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/1890251448998217732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2012/01/1808.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/1890251448998217732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/1890251448998217732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2012/01/1808.html' title='1808'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YDl4cUeQld4/TxtMix2Nh7I/AAAAAAAAAyg/-ehvTfWV_ow/s72-c/caravelas-dom-joao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-5372267776725505369</id><published>2011-03-04T15:32:00.000-08:00</published><updated>2011-04-11T04:16:50.189-07:00</updated><title type='text'>Literatura Naif</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-W9mynIVDl8U/TXF2c6a-X3I/AAAAAAAAAi8/XkLZMpieaT4/s1600/decora+livros.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-W9mynIVDl8U/TXF2c6a-X3I/AAAAAAAAAi8/XkLZMpieaT4/s1600/decora+livros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Os ingênuos na literatura ou a literatura dos ingênuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me propondo um trabalho muito maior do que a minha capacidade, reconheço. Como diria um escritor naif:: é muita areia para o meu caminhãozinho. A idéia é estabelecer um critério para distiguir a literatura profissional da literatura amadora e categorizar os autores ingênuos. Se não der em nada. pelo menos estou criando a categoria "intelectual naif".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_na%C3%AFf"&gt;Artes Plásticas&lt;/a&gt;, o rótulo de "naif" - eufemismo elegante para "ingênuo" - não é pejorativo. O artista naif não utiliza as regras elementares de pintura em suas obras, como proporção, perspectiva, claro-escuro, incidência de luz e outras formalidades, podendo ser ou não ser formado em artes plásticas. Quanto ao escritor naif, também não faz uso das regras elementares de narrativa, recorrendo a termos, figuras e metáforas simples, frequentemente chavões e estereótipos de uso comum. &lt;i&gt;kitsch?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo me dou conta que já foram impressos milhões de livros de milhares de autores exatamente com essas características, principalmente&amp;nbsp; livros de entretenimento. Os romances em papel barato nas prateleiras das bancas de revista, as histórias de proselitismo do espiritismo ou dos evangélicos, livrinhos de bolso com aventuras de espionagem ou de cowboys, material para o público adolescente,&amp;nbsp; exemplares que o autor paga para imprimir e vai vendendo às próprias custas. Lugar comum entre todos eles, a superficialidade e o amadorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns são pretenciosos e se oferecem em formato padrão e capas elegantes, distribuídos por editoras poderosas. Seus autores são figuras de alguma ou muita celebridade em outras áreas de atividade, que resolveram explorar o mercado de consumo com o produto livro. Também surgem devido ao interesse do mercado leitor por um assunto em moda, como O Caçador de Pipas e O Livreiro de Kabul. Outros, são acompanhados de marketing pesado e associado a filmes de sucesso, como O Código Da Vince. Todos tem em comum um amontoado de lugar-comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, nenhum é péssimo, horrível ou indigesto, cada um deles encontrando seu público no mercado pois, procurando bem, cada um tem seu mérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, quais os vícios de gramática característicos de um escritor ingênuo? Ocorrem-me alguns, dentre os tantos que tornam um livro difícil de ler, pois o texto fica cansativo e interminável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;I - O uso indiscriminado do "que"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Na frase "E compreenderam, alguns mais cedo que outros, que o Apocalipse estava em curso, e começaram a se preparar para o Armagedon, a batalha final que decidirá a soberania de Haled, que estará aberta à invasão espiritual quando a menbrana cair." do bom livro "A Batalha do Apocalipse", de Eduardo Spohr. Por certo existem muitas outras formas de escrever essa mesma frase sem o uso do "que", todas tornando-a mais direta e clara. Mas o autor optou pela forma indireta e&amp;nbsp; usou o "que" para auxiliar o próprio pensamento na sua elaboração. O "que" passa ao leitor a impressão de dificuldade do autor em se expressar, como se fosse penoso ou como se tivesse pressa em concluir o trecho e passar logo ao próximo e emocionante patamar da obra. Abrindo o livro ao acaso, são raras as frases onde o "que" não aparece uma ou duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outro livro, um clássico da literatura (?) intragável, mas é obra traduzida e, portanto, pode ser produto de um tradutor naif ou de um tão ingênuo quanto o original. Chama-se "A Cidade dos Hereges" de&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.andahazi.com/"&gt;Federico Andahaz&lt;/a&gt;i, e o trecho, abrindo o livro ao acaso, é "Uma lenda atribuída a Eusébio, que garantia ter se documentado nos arquivos de Edessa, dizia que ao adoecer o Rei Abgar V,&amp;nbsp; rei de Edessa, e vendo que a sua vida se apagava, desesperado mandou um emissário chamado Ananias para que visse Jesus e o convencesse de que acudisse ao seu reino."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Aí estão alhguns elementos do texto chato:&amp;nbsp; muitos "ques", argumentos baseados em terceiros baseados em terceiros e tom professoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000; text-align: center;"&gt;II - Trechos didáticos professorais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A trama segue e a ação é descrita, quando o texto é aparentemente interrompido por uma série de explicações. Neste momento, o autor costuma por na boca do personagem explicações didáticas sobre algum detalhe da história, as quais julga relevantes para instruir o leitor e reforçar as premissas usadas. Nunca parece coisa do personagem. Parece mais que ele foi possuído por algum professor chato que veio nos dar uma aula de história, nos explicar a teoria dos mundos paralelos ou fisiologia dos corpos mentais e astrais sob o ponto de vista teosófico. Muitas vezes, o onipresente narrador muda o próprio tom e sem aviso se mete a nos descrever paisagens de cidades e lugares, como se fosse um enfadado professor de geografia ou um cansado guia turístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece durante toda a trilogia "MiIlenium", de &lt;a href="http://www.stieglarsson.com/Millennium-series"&gt;Stieg Larsson&lt;/a&gt;, nestes momentos o texto para de fluir, parece uma flor artificial no meio do jardim, com a naturalidade de um ator de novela tendo que fazer merchand entre um texto e outro da cena. Até na boca do Professor Langdon, o Código da Vinci perde o ritmo a cada ladainha explicativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor se sente ou enrolado ou subestimado nesses momentos. Se a premissa é tão insustentável que precisa uma aula para se manter, abandone-a. Talvez o autor pretenda demonstrar seus conhecimentos nas diversas áreas do saber humano e por essa via cativar o leitor. Talvez, ainda, tenha se deixado influenciar pelo Editor ou por algum leitor crítico, incluindo no texto explicações posteriores à sua conclusão, supostamente destinadas a facilitar a compreensão da obra, porisso soando tão artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pura arrogância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000; text-align: center;"&gt;III - Contém gordura saturada&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Utilizando ingredientes destinados a cativar o paladar do leitor, os livros de puro entretenimento causam a obesidade mental como desagradável dano colateral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sintomas são tão claramente visíveis quanto aqueles causados pela comida fast-food e o excesso de frituras na alimentação, como obesidade, entupimento de veias e descontrole de pressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incorporando temas de grande apelo popular e de leitura fácil e fluente, acabam por afetar a capacidade mental do leitor, que passa a ver reduzido seu vocabulário e limitado o seu raciocínio e agilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há leitores viciados neste tipo de livro. Acostumando-se a leituras fáceis, passa os olhos pelo texto quase sem prestar atenção e apenas colhendo a descrição da ação, sem conseguir mais interpretar realmente o que lê. Desta forma, os livros de diversão podem ser enormes, compondo trilogias e pentalogias sem fim, uma vez que não são realmente lidos, servindo apenas à voracidade do leitor em sua necessidade de escapismo e ao interesse do mercado editorial. Aos glutões, muita comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais livros utilizam recursos desleais para cativar o leitor. O mestre Stephen King domina inteiramente este técnica (truque). Inicia a obra com uma situação praticamente insolúvel ou um monstro aparentemente invencível, para resolver no final com um artifício simples ou o heroísmo solitário de uma criança. Ver o final anti-climax de "A Torre Negra" e o monstro que virou otário de "A Coisa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, transmitem informações superficiais e estereotipadas de uma época, criando personagens de contemporaneidade suspeita, como em Bernard Cornwell. Além disso, aproveitam-se de ganchos místico-religiosos para aumentar o interesse na obra, como nas trilogias da "Busca do Graal" e "Crônicas do Rei Arthur", embasando suas premissas históricas em dados evidentemente especulativos e até fictícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000; text-align: center;"&gt;IV - Excesso de Adjetivação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há uma distância entre um texto de substância e um texto vazio: sua medida é o excesso de adjetivação. Quando o escritor &lt;i&gt;diligente&lt;/i&gt; procura &lt;i&gt;desesperado&lt;/i&gt; palavras &lt;i&gt;grandiosas&lt;/i&gt; para contar sua &lt;i&gt;excelente&lt;/i&gt; história, acaba estragando tudo. Especialmente quando constitui simples redundância e nada acrescenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro trecho de Eduardo Spohr " A aparência desse furioso infernal é como a de um gigante, alto como dois homens comuns e gordo como três ursos selvagens. O &lt;i&gt;abdome&lt;/i&gt; ditalado, sempre à mostra, vive sendo acariciado pelas enormes mãos", e por aí vai, com elementos quebrando a rotina da narrativa por acréscimos desnecessários. (Não tenho nada contra esse livro, apenas estou lendo no momento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000; text-align: center;"&gt;V - Idéias Emprestadas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não gosto só de ler, também me divirto assitindo. Fico pasmo quando assisto o seriado &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/programmes/b00x8fw4"&gt;"Outcasts"&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/a&gt; (BBC UK) e identifico a idéia central do livro "&lt;a href="http://www.raybradbury.com/books/martianchronicles-hc.html"&gt;Crônicas Marcianas&lt;/a&gt;" de Ray Bradbury. Procuro bem devagar na ficha técnica da série e não encontro nenhuma referência, pesquiso mais e encontro no &lt;a href="http://www.bbc.co.uk/blogs/tv/"&gt;blog&lt;/a&gt; do 'autor', Ben Richards, suas alegadas inspirações para chegar ao produto final. Fala de "O Senhor das Moscas" e outros, mas nada sobre Martian Chronicles. Só achei um comentário curto de Val, lá no meio, perguntando "Ray Bradbury's Martian Chronicles anyone?". Não sou só eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em fantasmas, bruxas, rótulo de xampu e orelha de livro. Tudo um bando de mentirosos. Quando a orelha diz que o autor é uma mistura de Tolkien com alguma coisa, é pegadinha na certa. Os caras estão mentindo para vender, tanto quanto mentem os xampus quando afirmam que vitamina pode entrar no corpo através da pele. Para subir, mentem ou assaltam os ombros de um gigante. Assim dizem de &lt;a href="http://www.georgerrmartin.com/"&gt;George R. R. Martin&lt;/a&gt;, do "Guerra dos Tronos", ou Game of Thrones, onde a fugacidade de um seriado de TV ousa se comparar à solidez de um clássico. O "Tronos" até que dá para ler com prazer, mas não é inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em publicidade, a gente costumava dizer que "chupava" uma idéia quando copiava um trabalho alheio. Nas diversas formas de expressão, uns chupam de outros sem cerimônia nenhuma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao "Apocalipse", o herói passa duzentos anos no inferno sendo chicoteado todo dia até sangrar. Dean Winchester também, no seriado &lt;a href="http://supernatural.warnerbros.com/"&gt;Supernatural&lt;/a&gt;, só fica uns 800 anos a mais.&amp;nbsp; Daí a comparação que já ouvi por aí, de que esse livro é uma mistura de Senhor dos Anéis com Supernatural. Essa não dá para aguentar. Desisto! Estou fora! Cansei! Vou desopilar lendo uma porcaria qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #cc0000; text-align: center;"&gt;V - Personagens idênticos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma trama qualquer é composta de personagens. Óbvio. Eles são diferentes entre si, cada um tendo sua idade, sexo, formação, origem, cultura, motivação, etecétera. Muito óbvio. O autor ingênuo não pensa assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o ingênuo todos os personagens falam igual. Seja o herói, a heroína, o vilão, a vítima ou o covarde, todos enfim, falam no mesmo tom monocórdio. Usam os mesmos termos, pois têm o mesmo arsenal de palavras do autor, que não consegue respeitar a personalidade de cada um e permitir que se expressem como lhes seria natural. Se a história é épica, todos são superlativos e grandiloqüentes. Se a história é moral, todos são piegas e lamurientos. Se a história é infantil, todos são simplistas e repetitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa limitação do autor cansa o leitor. Pode ser uma solução para quem tem pouco dinheiro para comprar livro, pois livro ruim demora para acabar. Mas ai não diverte ninguém.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Literatura?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Claro que nenhum deles é literatura. Podem ser chamados disso por orelhas de livro, por releases comerciais e até por resenhas tendenciosas, mas não contém os mínimos elementos para que possam ser alçados a esse nível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Apenas Naif.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;P.S.&lt;br /&gt;Até que enfim terminei "A Batalha do Apocalipse", foi penoso. Do livro ficou uma impressão que demorei um pouco para identificar. É como se tivesse sido escrito por outra pessoa, alguém muito mais velho e em outra época, talvez nos anos 70 ou 80. É só uma impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tavernafimdomundo.com/"&gt;Kitsch ou ruim demais - Péssimas capas e péssimos livros. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.napontadoslapis.com.br/2010/10/livros-bons-e-livros-ruins.html"&gt;Livros bons e livros ruins, uma boa opinião.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-5372267776725505369?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/5372267776725505369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2011/03/literatura-naif.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/5372267776725505369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/5372267776725505369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2011/03/literatura-naif.html' title='Literatura Naif'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-W9mynIVDl8U/TXF2c6a-X3I/AAAAAAAAAi8/XkLZMpieaT4/s72-c/decora+livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-2646243077992337755</id><published>2010-12-30T14:59:00.000-08:00</published><updated>2010-12-30T14:59:36.821-08:00</updated><title type='text'>DAVID FOSTER WALLACE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TR0OYAEJkvI/AAAAAAAAAiE/K4b3qJbYU0I/s1600/dfw.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="261" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TR0OYAEJkvI/AAAAAAAAAiE/K4b3qJbYU0I/s320/dfw.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; text-align: center;"&gt;Meu depoimento, &lt;br /&gt;texto inédito &lt;br /&gt;e discurso de formatura. &lt;/div&gt;&lt;div style="color: blue; text-align: center;"&gt;*&lt;/div&gt;Num pequeno artigo do “Rascunho”, li pela primeira vez o nome do DFW. Era elogioso e superficial, só lamentando que livros anteriores ao “Breves Encontros com Homens Hediondos” não tivessem tradução. Terminava comparando que esse livro menor, se comparado a outros desse autor, parece com você chegar no final da festa, quando já comeram e beberam os melhores salgadinhos e bebidas e a essa hora só tem umas bolachinhas com guaraná. Fui atrás de “Breves Encontros…” e simpatizei. No sentido da palavra usada pelos franceses ao se referir a quem confraternizava com os invasores alemães durante a Segunda Guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;A facilidade com que mergulha em almas alheias torna o texto convincente e pungente. Não é processo fácil, pois você não age como homem, ou você é ou não é. Você não sente como mulher, você é. E assim por diante. Assim sim simpatizei. Foi irresistível. Apesar de toda uma marketagem que apresentava DFW como um motoqueiro cabeludo, um professor cabeludão, fortão, todo contra tudo e muito na dele. Pura superfície, graças a deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;“Só a morte vem nos mostrar que amávamos muito mais profundamente do que supúnhamos”(Baudelaire). Neste caso, sua morte estúpida mostrou completamente o homem sensível, com uma enorme capacidade de empatia pura, que nele era um poder de ir fundo, procurar, entender, sentir junto e ainda realizar a proeza de por em texto claro a jornada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Lamento, I am sorry, ter pensado que DFW era babaca feito e Sallinger ou pretensioso como Pynchon. Não sei o que ele fez . O motivo de ter se enforcado, Mas, se eu fosse como ele, com  esse poder ou maldição, talvez escolhesse o mistério além da vida aos males tão sabidos. Não aceitaria continuar produto pela vida, com milhões cobrando o próximo livro aonde leriam mais do mesmo. Milhares que ouvem sua palestra e aplaudem extasiados e depois vão ver um filme do Batman, um novo Indiana Jones, um novo Exterminador, novas trilogias de mais do mesmo e outros produtos da cultura pop que consomem avidamente e aplaudem igualmente extasiados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Eu diria que já disse o que tinha para dizer e não fez diferença. Não teve efeito nenhum. Diria que vocês entenderam e esqueceram em seguida. Diria que queria trazer lucidez e só obtive escravos cegos. Ofereci campos livres e vocês o cercaram com suas grades coloridas. Diria que foi inútil, que não devia ter iniciado esse caminho onde me tornei só mais um produto na prateleira, oferecendo prazer passageiro, ideais eternos só por hoje, amor para sempre até o orgasmo, piadas datadas. Eu diria basta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Mas ele não é eu. Meu pai não diria que eu sofria de depressão a vida inteira. Minha mulher saberia o motivo da corda no pescoço. Se eu fosse ele, todos saberiam. Nem que fosse só para vender uma emoção forte no noticiário. Que seria substituída por outra amanhã e depois de amanhã outra ainda. Pois eu não sou sensível até a exasperação, até o insustentável, como ele foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;David Foster Wallace (in: Oblivion, 2004) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;tradução experimental Caetano Waldrigues Galindo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Aí bem quando eu estava sendo solto em 1996 a Mamãe conseguiu um acordo em uma ação pequena contra o fabricante de um produto e usou o dinheiro imediatamente para fazer uma cirurgia cosmética nos pés de galinha em volta dos olhos. No entanto o cirurgião plástico fez bobagem e acabou causando alguma coisa na musculatura do rosto dela que fazia que ela parecesse alucinadamente assustada o tempo todo. Eu tenho certeza que você conhece a aparência que o rosto de um indivíduo pode assumir na fração de segundo que antecede o início do grito. Isso agora era a Mamãe. No fim de contas, basta um escorregão da lâmina para cá ou para lá nessa operação e aí você fica com essa cara de alguém na cena do chuveiro do Hitchcock. Aí então ela pegou e fez outra cirurgia cosmética para tentar corrigir aquilo. Mas o segundo cirurgião também fez bobagem e a aparência de susto ficou pior ainda. Principalmente em volta da boca dessa vez. Ela pediu a minha reação honesta e eu senti que a nossa relação exigia no mínimo isso. Os pés de galinha eram de fato coisa do passado agora que a cara dela era uma máscara crônica de pânico insano. Agora ela parecia mais a Elsa Lanchester quando a Elsa Lanchester contempla pela primeira vez o seu futuro companheiro no clássico do studio sytem de 1935, A noiva de Frankenstein. Agora depois da segunda cirurgia estropiada nem óculos escuros ajudavam muito já que a questão da boca escancarada e da distensão mandibular e dos tendões projetados e assim por diante continuava. Então agora ela estava envolvida em mais um processo e quando ela pegava o ônibus com regularidade para ir até o escritório do advogado que ela tinha escolhido eu é que era o acompanhante dela. A gente ia na frente do ônibus em uma das áreas de assentos mais longas que se alinham lateralmente ao invés de frontalmente. A gente aprendeu pelo método experimental a não sentar mais para trás nas fileiras de assentos mais normais que ficam de frente uns para os outros por causa de como certos passageiros visivelmente reagiam quando subiam e realizavam a ação aparentemente reflexa quando começavam a se mover pelo corredor até um assento de brevemente checar os rostos que os encaravam da estreita fileira de assentos que se estendia até o fundo do ônibus e repentinamente viam o rosto distendido e mudamente gritante da Mamãe parecendo olhar para eles com um pavor insensato. E houve uma catadupa desses casos e interações antes de eu me aplicar ao problema e desenvolver um hábitat mais operacional em ângulos retos. Nada nas fontes explica suficientemente o porquê de as pessoas realizarem a checagem de rostos assim que embarcam embora anedoticamente pareça ser um reflexo defensivo em toda a espécie. E eu também não sou um espécime bom para se ter no assento ao lado se ela queria passar despercebida em função de como a minha cabeça fisicamente se eleva por sobre todas as outras em um grupo. Fisicamente eu sou um espécime grande e tenho coloração distinta, olhando para mim você nunca saberia que eu tenho tamanha inclinação para os estudos. Há também os óculos envergados e as luvas especialmente projetadas para o trabalho de campo, não é nada impossível encontrar espécimes nos ônibus mesmo que as pesquisas até o momento não tenham rendido frutos. Não é como se falando às claras se pudesse dizer que eu gostasse de ir com ela enquanto ela exercia todos os seus esforços tentando não permitir que a vergonha da expressão crônica a deixasse com uma aparência ainda mais assustadora. Ou que eu realmente pudesse ansiar por me ver sentado em uma coisa que se pretende uma sala de espera lendo boletins do Rottary duas vezes por semana. Não é como se eu não tivesse outras coisas e estudos com que ocupar o meu tempo. Mas o que é que se vai fazer, as condições da minha liberdade condicional incluem a Mamãe ter declarado sob juramento que assumiria responsabilidade como minha guardiã. E no entanto qualquer um que observasse a realidade da vida conjunta desde a segunda cirurgia concordaria que a realidade era o contrário porque em função do desconsolo e do medo da reações dos outros a ele ela é praticamente incapaz de sair de casa e é capaz de atender às convocações intimantes do advogado para ir ao seu escritório só com a minha presença e proteção durante todo o longo caminho. Além disso eu nunca gostei de insolação direta e me queimo com grande facilidade. Desta vez o advogado sente o cheiro de um lucro monstro se e quando conseguir colocar a Mamãe em um tribunal e deixar um júri ver com os próprios olhos a conseqüência da negligência do cirurgião plástico. Eu também carrego uma valise o tempo todo desde o meu próprio caso. Hoje poderiam chamar a valise de acessório semático para advertir possíveis predadores. Desde a negligência original eu me imunizei primariamente contra a crônica expressão de horror da Mamãe mas mesmo assim posso me ver muito incomodado pela reação de certas pessoas a nós visualmente, algumas pessoas levam um tempo para se acostumar. O volante circular de um ônibus é não apenas maior mas está colocado em um ângulo de incidência mais horizontal que o de qualquer táxi, carro particular ou viatura de polícia que eu jamais tenha visto e o motorista gira o volante com um movimento largo pancorpóreo que se assemelha ao de alguém que varre com o braço todo o material de sobre uma mesa ou uma superfície em uma repentina comoção violenta. E os assentos perpendiculares especiais no segmento anterior do ônibus oferecem um bom ponto de observação para vigiar a luta do motorista com o ônibus. E eu também não tinha nada contra o menino de jeito nenhum. E também não há nada em qualquer determinação estadual, regional ou local que restrinja as variedades que você pode estudar ou que sequer estipule que cultivar mais do que uma certa quantidade delas constitua um risco imprudente ou um perigo para a comunidade em geral. Se a consulta é de manhã aí o motorista às vezes fica com um jornal dobrado em um canto perto da caixa automática de moedas ou bilhetes que ele tenta espiar enquanto espera nos sinais mas não é que ele vá conseguir ler muito desse jeito. Ele tinha só nove anos o que foi repetidamente enfatizado como se a idade dele de alguma maneira reforçasse a acusação de negligência por minha parte. Uma espécie asiática comum tem não apenas os símbolos semáticos ventrais mas uma linha vermelha reta nas costas, que leva a seu nome nativo, Linha vermelha em costa. Testes padronizados confirmaram que eu tenho tanto uma inclinação estudiosa quanto uma extraordinária memorização para o estudo o que ela nem tenta negar. Eu desenvolvi a teoria de que o motorista espia o seu jornal e relutantemente torna a dobrá-lo e o recoloca no seu canto no sinal verde para assinalar a paralisada repulsa que sente pelo seu ganha-pão e um psicólogo indicado por um juiz poderia diagnosticar o jornal como um pedido de socorro. Nosso hábitat usual agora é o assento que fica do mesmo lado da porta do ônibus minimizando qualquer probabilidade de que alguém que embarque tenha uma visão frontal e repentina da expressão dela. Sendo essa também uma lição aprendida à moda antiga. O único interlúdio mais leve foi que quando trouxeram o espelho e as primeira bandagens cirúrgicas saíram aí não era possível de início afirmar se a expressão do rosto era uma reação ao que ela estava vendo no espelho ou era ela mesma o que ela estava vendo e era esse o estímulo que provocava os ruídos. A própria Mamãe, que é uma fêmea de coração decente, ainda que vaidosa, amarga e tímida, mas que não é um colosso nas estradas do intelecto humano, para dizer francamente, não podia afirmar de início se a expressão de insano terror era a resposta ou o estímulo e se era uma resposta então uma resposta a que coisa no espelho se a própria resposta era a expressão. Causando uma desorientação sem fim até que a pusessem sob sedação. O cirurgião estava apoiado na parede com a testa contra a parede uma reação comportamental que sugeria, Sim houve efetivamente um problema com os resultados da cirurgia. O ônibus é porque a gente não tem carro, uma situação que esse novo advogado agora diz que pode resolver em um estalo. A coisa toda estava cuidadosamente armazenada e protegida e até a acusação admitiu que se ele não estivesse fuçando no telhado da garagem dos outros não havia como ele ter tido qualquer contato com elas. O que gerou os termos da condicional. No começo também era interessante no ônibus ver como os passageiros diante de qualquer vislumbre da expressão do rosto dela por reflexo se viravam para olhar para qualquer das janelas do ônibus à qual achassem que a Mamãe parecia estar reagindo com tal horror facial. O medo que ela tem do filo dos artrópodes vem de longa data o que é a razão de ela nunca ter se aventurado na garagem e poder argumentar ignorantia facti excusat, um termo jurídico. Ironicamente vem daí também o fato de ela viver espirrando R….d© apesar das minhas repetidas advertências de que essas espécies são resistentes à resmetrina e à aletrina trans-d. Os ingredientes ativos do R….d©. É bem verdade que ser mordido por uma viúva é um modo ruim de morrer em função da poderosa neurotoxina envolvida o que levou um médico lá atrás em 1935 a comentar, não me recordo de ter presenciado dor mais abjeta manifestada em qualquer outra condição médica ou cirúrgica enquanto que a toxina indolor da loxosceles reclusa ou aranha-marrom causa apenas necrose e severa perda de tecido. As reclusas manifestam no entanto uma agressividade natural de que as espécies de viúvas jamais compartilham a não ser quando ativamente perturbadas. O que ele fez. O interior do ônibus é de um plástico cor-de-carne com anúncios de serviços médicos e jurídicos dispostos sobre as janelas. Muitos par español. A ventilação varia segundo critérios tais como a lotação. A fobia se torna tão extrema que ela leva uma lata na sacola do tricô até que eu sempre encontro antes de sairmos e digo com firmeza, Não. Em um ou dois momentos lamentáveis de insensibilidade também eu fiz piadas sobre pegar o ônibus até as cercanias dos Estúdios e levar a Mamãe para um teste como extra em um dos muitos filmes de hoje em dia em que multidões de extras são pagas para olhar para cima aterrorizadas por causa de um efeito especial que só depois é inserido no filme através de processos informatizados. Do que eu me arrependo sinceramente, afinal de contas eu sou todo o apoio que ela tem. Na minha opinião no entanto é algo exagerado dizer que uma área frágil em um teto de garagem de vinte anos de idade é equivalente a não exercer os devidos cuidados ou esforços. Enquanto que Hitchcock e outros clássicos usavam apenas efeitos especiais primitivos mas com resultados mais aterradores. Isso para não falar de ele ter invadido o terreno e não ter nada que fazer lá em cima afinal. No depoimento. Para não falar nada de se argumentar que não prever que um invasor venha a cair atravessando um telhado de garagem e destruindo totalmente um complexo e dispendioso complexo de recipientes de vidro temperado e esmagando ou pelo menos incomodando uma grande quantidade de espécimes e inevitavelmente, devido ao incidente, acarretando certas evasões e a penetração da vizinhança circunstante equivalha a eu não ter exercido plenos cuidados. Sendo esse o meu argumento para preferir os clássicos do antigo cinema de horror. Recusando jamais colocar a valise sob o assento eu a mantenho no meu colo durante as freqüentes viagens. A minha posição durante todo o procedimento foi de um profundo e natural pesar pelo menino e sua família mas de que o infortúnio do que tinha acontecido como resultado disso não justificava acusações histéricas ou inverídicas de qualquer espécie. Um assessoramento de qualidade teria sido capaz de traduzir esse raciocínio para uma linguagem jurídica funcional em audições legais e discussões in camera. Mas a verdade é que o assessoramento se verifica abundante se você é o agressor mas não se você é meramente a presa, eles são parasitas, a TV diurna está infestada pelos seus comerciais que incitam o espectador a esperar pacientemente pela oportunidade de atacar, tratamos em uma base de percentagens, sem qualquer espécie de taxa se você é o agressor! Dava para vê-los saindo de todas as frestas depois do processo original da Mamãe. De fato ninguém sequer sabe como a neurotoxina da viúva opera para produzir dor e sofrimento tão abjetos em mamíferos maiores, a ciência fica sem resposta quanto a, evolutivamente, que vantagem existe para um veneno em muito excedente ao necessário para que esse espécime singular mas comum domine sua presa. Com freqüência a ciência se vê confusa diante tanto da luminosa viúva quanto da reclusa de aparência mais normal. E mais aqueles que dizem que realmente vão meter mãos à obra e trabalhar duro e lutar mesmo por você são uns frouxos como o tal suposto especialista em negligência da Van Nuys que a Mamãe recrutou. De outro ponto de vista a histeria teria sido quase cômica já que qualquer ambiente tão desleixado quanto a nossa vizinhança circunstante já estará naturalmente infestado por elas em todas as casas precárias e atulhadas. Tendo elas seu elemento nativo na abundância de abrigo que o entulho gera. Encontram-se espécimes com grande variação de tamanho e de agressividade nos cantos dos porões, embaixo das prateleiras dos paióis, garagens e armários de roupas, atrás de grandes eletrodomésticos e nos inumeráveis recônditos de entulho abandonado e jardins mal cuidados. Favorecendo particularmente as viúvas os ângulos retos mal iluminados para a construção das suas teias. Nos ângulos retos da maioria das estruturas no lado da sombra embaixo das lajes por exemplo nos meses de verão. Se você sabe onde procurar. Por isso os óculos transparentes e as luvas de poliuretano serem indispensáveis mesmo no box onde os ângulos retos podem ser invadidos mesmo em poucas horas de ausência. Sendo as viúvas há muito conhecidas como aplicadas tecelãs. Ou do lado de fora do ônibus em movimento nas palmeiras embaixo das quais eles ficam tão ingenuamente na sombra esperando os seus ônibus, Alugue uma escada e examine com cuidado o lado de baixo dessas frondes qualquer dia! dá vontade de gritar pela janela. Depois de condicionado a saber onde procurar elas com freqüência são observáveis em toda parte escondendo-se onde estão plenamente visíveis. Sendo a paciência outra marca registrada. Este hábitat e também mais para o interior ambos contêm a variedade mais exótica da viúva rubra cuja ampulheta ventral é marrom ou castanha assim como uma das duas espécies menores marrons ou cinzentas do hemisfério nas regiões desérticas mais-do-interior que preferem climas áridos. Faltando ao vermelho da viúva rubra no entanto o enfeitiçante lustro da familiar variedade doméstica negra, trata-se mais de um vermelho fosco ou opaco, e elas são raras e ambos os espécimes escaparam no infortúnio do menino e não foram readquiridos. Aqui como com tanta freqüência no reino dos artrópodes a fêmea é também dominante. Para ser franco a dor e o sofrimento da Mamãe apareceram algo exagerados na descrição do primeiro processo de negligência na verdade ela tosse menos que durante o seu próprio depoimento. Longe de mim no entanto desmenti-la graças ao peso do sangue. Sentada em casa com óculos escuros como sempre tricotando enquanto monitora as minhas atividades com o seu aparelho bucal trabalhando em vão. Cientificamente no entanto um grande mamífero teria de inalar grandes quantidades de aletrina trans-d para qualquer dano permanente surgir o que como previsto de fato influenciou a modéstia do acordo que ela conseguiu. A verdade mesmo é que menos de um centímetro para um lado ou para outro é diferença entre lisos olhos juvenis e a expressão crônica de Vivian Leigh no chuveiro no clássico de 1960 daquele título. A valise é ventilada em minúsculos pontos escolhidos em cada canto e 2.5 dúzias de aparos de poliestireno distribuídos por todo o interior podem proteger os conteúdos de impactos ou traumas. A complexidade do seu novo caso é como distribuir exatamente o processo de negligência entre o primeiro cirurgião cujo procedimento deu-lhe os olhos e a testa assustados e o segundo cuja vagabunda carnificina de reparo a deixou com uma máscara crônica de sofrimento apavorado e de terror que agora felizmente só pode causar incidentes no caso de alguém sentar-se no banco lateral oposto. Exatamente atrás do motorista. Por que a única exposição a riscos do posicionamento da Mamãe aqui é que qualquer indivíduo em tal assento imediatamente em frente a este estará em posição de olhar frontalmente para nós durante toda a viagem. Em certas ocasiões tal espécime acaba, se predisposto por condicionamento ambiental ou temperamento instintivo, por parecer presumir que o estímulo que causa a expressão nela sou eu. Que com as minhas dimensões e a minha marca distintiva que eu raptei esta aterrorizada mulher de meia-idade ou agi de forma de algum modo ameaçadora para com ela dizendo, Algum problema, senhora ou, Por que é que você não deixa ela em paz enquanto ela se afunda mais em seu cachecol de tricô ela mesma constrangida pela reação dessas pessoas mas a resposta que eu desenvolvi é sorrir calmamente e erguer minhas luvas intrigado e espantado como se dizendo, Ora quem sabe ao certo por que alguém tem a cara que tem meu bom amigo não tiremos conclusões com base em dados incompletos! Sua queixa original era que um operário na linha de montagem tinha de fato colado a válvula de uma lata virada para o lado errado, eu apresentei um caso claríssimo de negligência no exercício dos devidos cuidados. Sendo a quinta condição do acordo a de jamais sob quaisquer circunstâncias mencionar o nome comercial do spray doméstico comum em qualquer relação ao processo de negligência que estou disposto a honrar em nome dela, a lei é a lei. No que se refere ao acasalamento eu já estive em encontros mas a química foi insuficiente, a Mamãe é de um cinismo negro nas questões do coração referindo-se a todo o espectro dos rituais de acasalamento com um desastre à espera de acontecer. Recentemente, quando o ônibus atravessava o Victory Boulevard enquanto eu olhava para baixo para verificar a situação eu vi acidentalmente projetando-se de um dos buracos de ventilação no canto da caixa a ponta exígua de uma perna negra articulada, ela se movia levemente de um lado para outro e tinha a mesma coloração luminosa do resto dos espécimes, movendo-se tentativamente de modo exploratório. Invisível contra o negro mais inorgânico do exterior da valise. Invisível para a Mamãe cuja expressão de reação devo dizer levianamente não mudaria nem nos menores detalhes, depois que você se acostuma ela é como um rosto de pôquer. Mesmo se eu abrisse toda a caixa bem ali no meu colo e a virasse no corredor central permitindo veloz propagação e penetração dos arredores delimitados. A pior situação possível só ocorria quando se confrontava alguma dupla de vagabundos ou organismos hostis no assento da frente cuja reação à Mamãe podia ser um agressivo olhar de desafio ou um agressivo, Que p…a você está olhando. É para um tal caso que eu sou o acessório semático ou acompanhante dela, com o meu tamanho imponente e os meus óculos pode-se ver sob o ricto congelado que ela acredita que eu posso protegê-la o que é bom. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Verdana,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;…………&lt;/span&gt;………………………………………………………………………………………………………………………………. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;DAVID FOSTER WALLACE – SUA ESCLARECEDORA E FAMOSA &lt;br /&gt;PALESTRA DE FORMATURA NO KENION COLLEGE, EM 2005 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Dois peixinhos estão nadando juntos e cruzam com um peixe mais velho, nadando em sentido contrário. Ele os cumprimenta e diz: &lt;br /&gt;– Bom dia, meninos. Como está a água? &lt;br /&gt;Os dois peixinhos nadam mais um pouco, até que um deles olha para o outro e pergunta: &lt;br /&gt;– Água? Que diabo é isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Não se preocupem, não pretendo me apresentar a vocês como o peixe mais velho e sábio que explica o que é água ao peixe mais novo. Não sou um peixe velho e sábio. O ponto central da história dos peixes é que a realidade mais óbvia, ubíqua e vital costuma ser a mais difícil de ser reconhecida. Enunciada dessa -forma, a frase soa como uma platitude – mas é fato que, nas trincheiras do dia-a-dia da existência adulta, lugares comuns banais podem adquirir uma importância de vida ou morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Boa parte das certezas que carrego comigo acabam se revelando totalmente equivocadas e ilusórias. Vou dar como exemplo uma de minhas convicções automáticas: tudo à minha volta respalda a crença profunda de que eu sou o centro absoluto do universo, de que sou a pessoa mais real, mais vital e essencial a viver hoje. Raramente mencionamos esse egocentrismo natural e básico, pois parece socialmente repulsivo, mas no fundo ele é familiar a todos nós. Ele faz parte de nossa configuração padrão, vem impresso em nossos circuitos ao nascermos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Querem ver? Todas as experiências pelas quais vocês passaram tiveram, sempre, um ponto central absoluto: vocês mesmos. O mundo que se apresenta para ser experimentado está diante de vocês, ou atrás, à esquerda ou à direita, na sua tevê, no seu monitor, ou onde for. Os pensamentos e sentimentos dos outros precisam achar um caminho para serem captados, enquanto o que vocês sentem e pensam é imediato, urgente, real. Não pensem que estou me preparando para fazer um sermão sobre compaixão, desprendimento ou outras “virtudes”. Essa não é uma questão de virtude – trata-se de optar por tentar alterar minha configuração padrão original, impressa nos meus circuitos. Significa optar por me libertar desse egocentrismo profundo e literal que me faz ver e interpretar absolutamente tudo pelas lentes do meu ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Num ambiente de excelência acadêmica, cabe a pergunta: quanto do esforço em adequar a nossa configuração padrão exige de sabedoria ou de intelecto? A pergunta é capciosa. O risco maior de uma formação acadêmica – pelo menos no meu caso – é que ela reforça a tendência a intelectualizar demais as questões, a se perder em argumentos abstratos, em vez de simplesmente prestar atenção ao que está ocorrendo bem na minha frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Estou certo de que vocês já perceberam o quanto é difícil permanecer alerta e atento, em vez de hipnotizado pelo constante monólogo que travamos em nossas cabeças. Só vinte anos depois da minha formatura vim a entender que o surrado clichê de “ensinar os alunos como pensar” é, na verdade, uma simplificação de uma idéia bem mais profunda e séria. “Aprender a pensar” significa aprender como exercer algum controle sobre como e o que cada um pensa. Significa ter plena consciência do que escolher como alvo de atenção e pensamento. Se vocês não conseguirem fazer esse tipo de escolha na vida adulta, estarão totalmente à deriva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Lembrem o velho clichê: “A mente é um excelente servo, mas um senhorio terrível.” Como tantos clichês, também esse soa inconvincente e sem graça. Mas ele expressa uma grande e terrível verdade. Não é coincidência que adultos que se suicidam com armas de fogo quase sempre o façam com um tiro na cabeça. Só que, no fundo, a maioria desses suicidas já estava morta muito antes de apertar o gatilho. Acredito que a essência de uma educação na área de humanas, eliminadas todas as bobagens e patacoadas que vêm junto, deveria contemplar o seguinte ensinamento: como percorrer uma confortável, próspera e respeitável vida adulta sem já estar morto, inconsciente, escravizado pela nossa configuração padrão – a de sermos singularmente, completamente, imperialmente sós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Isso também parece outra hipérbole, mais uma abstração oca. Sejamos concretos então. O fato cru é que vocês, graduandos, ainda não têm a mais vaga idéia do significado real do que seja viver um dia após o outro. Existem grandes nacos da vida adulta sobre os quais ninguém fala em discursos de formatura. Um desses nacos envolve tédio, rotina e frustração mesquinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Vou dar um exemplo prosaico imaginando um dia qualquer do futuro. Você acordou de manhã, foi para seu prestigiado emprego, suou a camisa por nove ou dez horas e, ao final do dia, está cansado, estressado, e tudo que deseja é chegar em casa, comer um bom prato de comida, talvez relaxar por umas horas, e depois ir para cama, porque terá de acordar cedo e fazer tudo de novo. Mas aí lembra que não tem comida na geladeira. Você não teve tempo de fazer compras naquela semana, e agora precisa entrar no carro e ir ao supermercado. Nesse final de dia, o trânsito está uma lástima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Quando você finalmente chega lá, o supermercado está lotado, horrivelmente iluminado com lâmpadas fluorescentes e impregnado de uma música ambiente de matar. É o último lugar do mundo onde você gostaria de estar, mas não dá para entrar e sair rapidinho: é preciso percorrer todos aqueles corredores superiluminados para encontrar o que procura, e manobrar seu carrinho de compras de rodinhas emperradas entre todas aquelas outras pessoas cansadas e apressadas com seus próprios carrinhos de compras. E, claro, há também aqueles idosos que não saem da frente, e as pessoas desnorteadas, e os adolescentes hiperativos que bloqueiam o corredor, e você tem que ranger os dentes, tentar ser educado, e pedir licença para que o deixem passar. Por fim, com todos os suprimentos no carrinho, percebe que, como não há caixas suficientes funcionando, a fila é imensa, o que é absurdo e irritante, mas você não pode descarregar toda a fúria na pobre da caixa que está à beira de um ataque de nervos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;De qualquer modo, você acaba chegando à caixa, paga por sua comida e espera até que o cheque ou o cartão seja autenticado pela máquina, e depois ouve um “boa noite, volte sempre” numa voz que tem o som absoluto da morte. Na volta para casa, o trânsito está lento, pesado etc. e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;É num momento corriqueiro e desprezível como esse que emerge a questão fundamental da escolha. O engarrafamento, os corredores lotados e as longas filas no supermercado me dão tempo de pensar. Se eu não tomar uma decisão consciente sobre como pensar a situação, ficarei irritado cada vez que for comprar comida, porque minha configuração padrão me leva a pensar que situações assim dizem respeito a mim, a minha fome, minha fadiga, meu desejo de chegar logo em casa. Parecerá sempre que as outras pessoas não passam de estorvos. E quem são elas, aliás? Quão repulsiva é a maioria, quão bovinas, e inexpressivas e desumanas parecem ser as da fila da caixa, quão enervantes e rudes as que falam alto nos celulares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Também posso passar o tempo no congestionamento zangado e indignado com todas essas vans, e utilitários e caminhões enormes e estúpidos, bloqueando as pistas, queimando seus imensos tanques de gasolina, egoístas e perdulários. Posso me aborrecer com os adesivos patrióticos ou religiosos, que sempre parecem estar nos automóveis mais potentes, dirigidos pelos motoristas mais feios, desatenciosos e agressivos, que costumam falar no celular enquanto fecham os outros, só para avançar uns 20 metros idiotas no engarrafamento. Ou posso me deter sobre como os filhos dos nossos filhos nos desprezarão por desperdiçarmos todo o combustível do futuro, e provavelmente estragarmos o clima, e quão mal-acostumados e estúpidos e repugnantes todos nós somos, e como tudo isso é simplesmente pavoroso etc. e tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Se opto conscientemente por seguir essa linha de pensamento, ótimo, muitos de nós somos assim – só que pensar dessa maneira tende a ser tão automático que sequer precisa ser uma opção. Ela deriva da minha configuração padrão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Mas existem outras formas de pensar. Posso, por exemplo, me forçar a aceitar a possibilidade de que os outros na fila do supermercado estão tão entediados e frustrados quanto eu, e, no cômputo geral, algumas dessas pessoas provavelmente têm vidas bem mais difíceis, tediosas ou dolorosas do que eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Fazer isso é difícil, requer força de vontade e empenho mental. Se vocês forem como eu, alguns dias não conseguirão fazê-lo, ou simplesmente não estarão a fim. Mas, na maioria dos dias, se estiverem atentos o bastante para escolher, poderão preferir olhar melhor para essa mulher gorducha, inexpressiva e estressada que acabou de berrar com a filhinha na fila da caixa. Talvez ela não seja habitualmente assim. Talvez ela tenha passado as três últimas noites em claro, segurando a mão do marido que está morrendo. Ou talvez essa mulher seja a funcionária mal remunerada do Departamento de Trânsito que, ontem mesmo, por meio de um pequeno gesto de bondade burocrática, ajudou algum conhecido seu a resolver um problema insolúvel de documentação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Claro que nada disso é provável, mas tampouco é impossível. Tudo depende do que vocês queiram levar em conta. Se estiverem automaticamente convictos de conhecerem toda a realidade, vocês, assim como eu, não levarão em conta possibilidades que não sejam inúteis e irritantes. Mas, se vocês aprenderam como pensar, saberão que têm outras opções. Está ao alcance de vocês vivenciarem uma situação “inferno do consumidor” não apenas como significativa, mas como iluminada pela mesma força que acendeu as estrelas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Relevem o tom aparentemente místico. A única coisa verdadeira, com V maiúsculo, é que vocês precisam decidir conscientemente o que, na vida, tem significado e o que não tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Na trincheira do dia-a-dia, não há lugar para o ateísmo. Não existe algo como “não venerar”. Todo mundo venera. A única opção que temos é decidir o que venerar. E o motivo para escolhermos algum tipo de Deus ou ente espiritual para venerar – seja Jesus Cristo, Alá ou Jeová, ou algum conjunto inviolável de princípios éticos – é que todo outro objeto de veneração te engolirá vivo. Quem venerar o dinheiro e extrair dos bens materiais o sentido de sua vida nunca achará que tem o suficiente. Aquele que venerar seu próprio corpo e beleza, e o fato de ser sexy, sempre se sentirá feio – e quando o tempo e a idade começarem a se manifestar, morrerá um milhão de mortes antes de ser efetivamente enterrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;No fundo, sabemos de tudo isso, que está no coração de mitos, provérbios, clichês, epigramas e parábolas. Ao venerar o poder, você se sentirá fraco e amedrontado, e precisará de ainda mais poder sobre os outros para afastar o medo. Venerando o intelecto, sendo visto como inteligente, acabará se sentindo burro, um farsante na iminência de ser desmascarado. E assim por diante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;O insidioso dessas formas de veneração não está em serem pecaminosas – e sim em serem inconscientes. São o tipo de veneração em direção à qual você vai se acomodando quase que por gravidade, dia após dia. Você se torna mais seletivo em relação ao que quer ver, ao que valorizar, sem ter plena consciência de que está fazendo uma escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;O mundo jamais o desencorajará de operar na configuração padrão, porque o mundo dos homens, do dinheiro e do poder segue sua marcha alimentado pelo medo, pelo desprezo e pela veneração que cada um faz de si mesmo. A nossa cultura consegue canalizar essas forças de modo a produzir riqueza, conforto e liberdade pessoal. Ela nos dá a liberdade de sermos senhores de minúsculos reinados individuais, do tamanho de nossas caveiras, onde reinamos sozinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Esse tipo de liberdade tem méritos. Mas existem outros tipos de liberdade. Sobre a liberdade mais preciosa, vocês pouco ouvirão no grande mundo adulto movido a sucesso e exibicionismo. A liberdade verdadeira envolve atenção, consciência, disciplina, esforço e capacidade de efetivamente se importar com os outros – no cotidiano, de forma trivial, talvez medíocre, e certamente pouco excitante. Essa é a liberdade real. A alternativa é a torturante sensação de ter tido e perdido alguma coisa infinita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Pensem de tudo isso o que quiserem. Mas não descartem o que ouviram como um sermão cheio de certezas. Nada disso envolve moralidade, religião ou dogma. Nem questões grandiosas sobre a vida depois da morte. A verdade com V maiúsculo diz respeito à vida antes da morte. Diz respeito a chegar aos 30 anos, ou talvez aos 50, sem querer dar um tiro na própria cabeça. Diz respeito à consciência – consciência de que o real e o essencial estão escondidos na obviedade ao nosso redor – daquilo que devemos lembrar, repetindo sempre: “Isto é água, isto é água.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;É extremamente difícil lembrar disso, e permanecer consciente e vivo, &lt;br /&gt;um dia depois do outro. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;********************************************************************** &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;So long, David, se eu merecer o paraíso, te encontro lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-2646243077992337755?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/2646243077992337755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/12/david-foster-wallace.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/2646243077992337755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/2646243077992337755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/12/david-foster-wallace.html' title='DAVID FOSTER WALLACE'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TR0OYAEJkvI/AAAAAAAAAiE/K4b3qJbYU0I/s72-c/dfw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-8982494600282079209</id><published>2010-08-23T16:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T15:39:52.833-07:00</updated><title type='text'>Só a Terra Permanece, de George R. Stewart</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-OE9ZEEI/AAAAAAAAAbw/jMHsOEmyGzw/s1600/george+r+stewart.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-OE9ZEEI/AAAAAAAAAbw/jMHsOEmyGzw/s320/george+r+stewart.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Depois de relacionar este livro entre aqueles que li mais de duas vezes, no post &lt;a href="http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/10/quantos-livros-voce-ja-leu.html"&gt;“Quantos Livros você já Leu?”&lt;/a&gt;, é preciso dar uma idéia dele, justificando ter colocado junto com outros autores quase compulsórios. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;George Rippey Stewart nasceu em Sewickley, Pensilvânia em 31 de Maio de 1895 e morreu em 22 de Agosto de 1980, formado na Universidade de Princeton, na Universidade da California e na de  Columbia. Foi profissionalmente  um toponimista estado-unidense, escritor e professor de inglês na Universidade de Berkeley, Califórnia, até 1962. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Ele é  conhecido no Brasil pelo seu livro de ficção científica, Earth Abides (Só a Terra Permanece), de 1949. Única obra publicada no Brasil, dentre tantas e tão variadas que produziu. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;É uma ficção científica dita “apocalíptica”, por descrever o mundo misteriosamente esvaziado de seres humanos por um vírus mortal. Não sei bem o motivo de gostar tanto desse livrinho. Talvez a atitude pacífica e até ingênua do personagem. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez pelo martelo, onipresente metáfora do homem que sobrevive em qualquer&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-w4PoonI/AAAAAAAAAb4/E2y81rHaHHE/s1600/single+jack+hammer.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-w4PoonI/AAAAAAAAAb4/E2y81rHaHHE/s320/single+jack+hammer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;circunstância. Gosto de outros livros do gênero “sobreviver”, como “Três Homens num Barco”, de Jerome K. Jerome. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Com ele, ganhou o primeiro International Fantasy Award em 1951. A ficção foi dramatizada no programa de rádio Escape e inspirou The Stand, obra de Stephen King. O filme com Kevin Costner “O Mensageiro”, texto de Bavid Brin, copia descaradamente a situação de comunidades isoladas numa América pós-guerra final, inserindo um carteiro na trama. Outros autores exploraram o tema “depois do fim”, como Richard Matheson, em “A Última Esperança da Terra”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No gênero, mas na telinha, tenho assistido o seriado &lt;a href="http://www.bbcamerica.com/content/370/index.jsp"&gt;“Survivors”&lt;/a&gt;, da BBC, que ainda não passa no Brasil mas pode ser baixado, é passável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recente, assisti o filme &lt;a href="http://www.theroad-movie.com/"&gt;“The Road”&lt;/a&gt;, baseado na novela de Cormac McCarthy, dirigido por&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-8YLHbVI/AAAAAAAAAcA/OYx55MJCoKk/s1600/the-road-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-8YLHbVI/AAAAAAAAAcA/OYx55MJCoKk/s320/the-road-poster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;John Hilcoat, com Vigo Mortensen e Charlize Theron, mais algumas participações de peso, que também explora esta situação dramática mas de um ângulo absolutamente aterrorizante e depressivo. Precisa muita coragem para assistir, mas vale a pena. Se você for um dos últimos sobreviventes, não vai dispor de shoppings centers só para você indefinidamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro filme recente, “The Book of Eli”, dirigido pelos Hughes Brothers, com Denzel Washington, é como o “The Road” acrescentado de um  herói ninja e bem pasteurizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Earth Abides” continua sendo um dos melhores romances de ficção científica que eu tive o prazer de treler, um clássico da ficção especulativa que, sessenta anos depois de sua primeira publicação, não perdeu nenhum frescor e originalidade. É uma daquelas situações dramáticas básicas que sofrem frequentes releituras.&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Depois de um evento devastador, com a extinção da civilização humana devido a um vírus de origem desconhecida, Ish Williams deve encarar o fato de ser possivelmente o último ser humano no planeta Terra. Vagando pelos EUA, será confrontado com os dilemas e situações que um homem comum poderia enfrentar. Escrito em 1950, não contém nenhum detalhe que possa datar a obra. Durante as três partes do livro, que coincidem com as três idades do personagem (juventude, maturidade e velhice), Ish será testemunha, ator e lenda viva neste novo mundo que é forjado a partir da destruição da civilização. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Embora o romance seja altamente viciante e seja narrado de forma eficaz com grande lirismo e uma surpreendente capacidade de descrever, não há nenhum enredo real. Muitas vezes, os capítulos são apenas coisas que acontecem, os eventos estão lentamente moldando um novo mundo e o homem é apenas um elemento que precisa se adaptar a um ambiente que não pode mais domar. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;George R. Stewart foi o autor de vários livros sobre geografia e costumes dos Estados Unidos e torna este romance um louvor à natureza, ao ambientalismo, à imensidão da vida e à piada que é o homem no meio da Terra. Pois “Os homens vêm e vão, só a terra permanece”.  É um grito de humildade humana, a reflexão sobre felicidade, simplicidade e civilização. Realmente, esta novela merece um artigo de maior comprimento, pois embora seja divertido de ler, a profundidade dos temas abordados convida à reflexão e conscientização. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Possivelmente, um dos grandes sucessos deste romance é poder ser lido em diferentes níveis: desde a simples história de sobrevivência em um mundo em ruínas até os sentimentos profundos que este romance ecológico desperta no leitor. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Só posso recomendar ler e apreciar um grande romance de ficção científica, este velho gènero tantas vezes ultrapassado e tantas outras vezes profético.  É um grande romance e, portanto, vale a pena ler. &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;Foi seu livro Storm, de 1941, destacando-se como protagonista uma tempestade no Oceano Pacífico chamada “Maria”, que levou ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos a usar nomes de pessoas para designar tempestades e inspirou Alan Jay Lerner e Frederick Loewe a escrever a música “They Call the Wind Maria” para o músical Paint Your Yagon, em 1951. &lt;br /&gt;* &lt;br /&gt;George R. Stewart foi um membro fundador da American Name Society em 1956-1957 e ele serviu, uma vez, como testemunha chave numa tentativa de assassinato de um especialista em nomes familiares. Seus trabalhos acadêmicos sobre a poesia métrica das baladas (publicada sob o nome de George R. Stewart Jr.), começando com sua dissertação em Ph.D., em 1922, na Universidade de Columbia, continua importante em sua área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;RELAÇÃO DE SUAS OBRAS &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;*&lt;br /&gt;* Earth Abides&lt;br /&gt;* Ordeal by Hunger &lt;br /&gt;* Names on the Land: A Historical Account of Place-Naming in the United… &lt;br /&gt;* Pickett’s Charge&lt;br /&gt;* Storm &lt;br /&gt;* The Pioneers Go West (Landmark Books)&lt;br /&gt;* Fire&lt;br /&gt;* To California by Covered Wagon&lt;br /&gt;* American place-names; a concise and selective dictionary for the…&lt;br /&gt;* American Given Names: Their Origin and History in the Context of the… &lt;br /&gt;* The California Trail: An Epic with Many Heroes&lt;br /&gt;* Names on the Globe&lt;br /&gt;* Committee of Vigilance; Revolution in San Francisco, 1851, an Account of…&lt;br /&gt;* American ways of life &lt;br /&gt;* U.S. 40 Cross Section Of The United States of America &lt;br /&gt;* Donner Pass and Those Who Crossed It The story of the country made notable… &lt;br /&gt;* N.A. 1: The North-South Continental Highway &lt;br /&gt;* Man. An Autobiography &lt;br /&gt;* The year of the oath; the fight for academic freedom at the University of…&lt;br /&gt;* Take Your Bible in One Hand: The Life of William Henry Thomes &lt;br /&gt;* Doctor’s oral&lt;br /&gt;* The Years of the City &lt;br /&gt;* Good lives&lt;br /&gt;* East of the Giants&lt;br /&gt;* John Phoenix, esq., the veritable Squibob a life of Captain George H.…&lt;br /&gt;* Bret Harte: Argonaut and Exile &lt;br /&gt;* Leben ohne Ende : Science Fiction-Roman&lt;br /&gt;* Notes on R. O. Bolt,: A man for all seasons; (Notes on chosen English… &lt;br /&gt;* The Parent’s Success Guide to Baby Names For Dummies (Lifestyles…&lt;br /&gt;* Im Schatten der goldenen Berge &lt;br /&gt;* A bibliography of the writings of Bret Harte in the magazines and… &lt;br /&gt;* Not So Rich As You Think &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Estudando nomes, escrevendo livros de história, biografias, romances e  ficção científica, além de poesia e muitos trabalhos acadêmicos, tem muito mais a dizer do que apenas um livro publicado em lingua portuguesa. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;A própria estória dessa publicação brasileira é heróica. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Foi publicado pela EDIÇÕES GRD, do visionário empreendedor&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL_bc-Za5I/AAAAAAAAAcI/YtG9kzWQSJQ/s1600/Gumrcindo+Rocha+Dorea.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL_bc-Za5I/AAAAAAAAAcI/YtG9kzWQSJQ/s320/Gumrcindo+Rocha+Dorea.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Gumercindo Rocha Dorea&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;editor &lt;b&gt;Gumercindo Rocha Dorea&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Ele iniciou o “Clube GRD de Ficção Científica” com esse livro. A Ficção Científica GRD se tornou a mais importante coleção de FC da sua época, e talvez de todos os tempos, no Brasil. Publicou pela primeira vez aqui nomes de peso como C. S. Lewis, Robert A. Heinlein, James Blish, John Wyndham, Chad Oliver, Ievguêni Zamiátin – e em coleções paralelas, as Edições GRD de Dorea franquearam aos leitores brasileiros também Ray Bradbury, H. P. Lovecraft, Walter M. Miller, Jr., Fredric Brown, entre outros. &lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Li todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-8982494600282079209?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/8982494600282079209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/08/so-terra-permanece-de-george-r-stewart.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/8982494600282079209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/8982494600282079209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/08/so-terra-permanece-de-george-r-stewart.html' title='Só a Terra Permanece, de George R. Stewart'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/THL-OE9ZEEI/AAAAAAAAAbw/jMHsOEmyGzw/s72-c/george+r+stewart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-5389670187967872664</id><published>2010-08-11T15:12:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T15:14:51.077-07:00</updated><title type='text'>Jose de Sousa Saramago e eu.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TGMgPPK3PaI/AAAAAAAAAao/h5vh1QPUb4A/s1600/jose_saramago.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="356" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TGMgPPK3PaI/AAAAAAAAAao/h5vh1QPUb4A/s400/jose_saramago.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Comecei a ler &lt;a href="http://www.caleida.pt/saramago/" mce_href="http://www.caleida.pt/saramago/" target="_blank" title="Sítio oficial"&gt;Saramago&lt;/a&gt; pelo seu livro mais delicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheio de personagens fantásticos e cativantes envolvidos numa fantasia, &lt;span style="color: blue;"&gt;"Memorial  do Convento&lt;/span&gt;" me fez dizer que Saramago é um Stephen King português, só  para tentar seduzir a enorme legião de leitores do arrasa-quarteirão  americano.&lt;br /&gt;Nenhum deles ficaria decepcionado, pois outros livros de&amp;nbsp;  Saramago são tão fantásticos como o conto mais delirante de Jorge Luiz  Borges. Como em "Ensaio Sobre a Cegueira", "A Caverna", "A Jangada de  Pedra", "O Ano da Morte de Ricardo Reis", "História do&amp;nbsp; Cerco de  Lisboa", todos pura liretatura fantástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é prato cheio para quem quer ler com o nobre objetivo de se  divertir, mas causando o efeito colateral desejável de fazer o leitor  refletir sobre temas essenciais do ser humano.&lt;br /&gt;Aí o sujeito diz que não gosta do português de Portugal que Saramago  sempre fez questão de preservar no Brasil. Diz, ainda, que os parágrafos  são muito grandes e que os diálogos não são separados numa linha para  cada fala, com aquele travessão no lado esquerdo da folha. Pois deixe de  ser bobo, sujeito! O interessante a mais é mesmo a conversa de  Saramago, nos mostrando a música e a poesia que usou para se expressar.  Quanto aos diálogos, é genial como nos economiza papel e como é fácil  entender o colóquio dos personagens, mesmo lendo com minima atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amaciado pelos livros mais aventurescos e fantasiosos, passei a ler  "Levantado do Chão", "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" e outros. Todos  os outros até não sobrar nenhum, mesmo aqueles não tão bons para se  divertir, mas sempre polêmicos e inesperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tem coisas sobre ele que contesto. Ele mesmo me ensinou a sempre contestar.&lt;br /&gt;Cheguei a achar que não permitia que seus livros fossem adaptados  para o português do Brasil porque a nossa é "língua de preto". Coisa em  que não acredito, mesmo que ele mesmo me dissesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que não merecia o Prêmio Nobel, pois temi que a honraria iria  dar à sua obra um verniz de erudição que afastaria os leitores  populares. Mas nada tema, pois ele é muito fácil de ler e muito  divertido, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns outros livrinhos, surgidos por aqui depois do Prêmio Nóbel, achei  até bem indigestos, parecendo coisas escritas há muito tempo,  resgatadas do fundo da gaveta para alimentar os leitores e aproveitar a  conquistada notoriedade. Porém, contestador, polêmico e libertário,  Saramago não é o tipo do escritor de "mais e mais do mesmo", pois cada  obra é única e independente das outras, ao contrário de quase todos os  outros escritores cujos trabalhos sempre refletem os mesmos ambientes e  os mesmos temas. Nós, &lt;i&gt;'o mercado'&lt;/i&gt;, temos essa voracidade por  sempre mais da mesma coisa, basta ver a comoção que causa o fim de uma  saga qualquer, seja de vampiros ou de bruxos. Ou a forte demanda para  livros sobre a mesma coisa de qualquer autor. Logo, Saramago contesta e  ao leitor só resta crescer e evoluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a história de Saramago e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 18 de Junho, será a data de lembrar Saramago, dia que vem logo  depois do dia de lembrar James Joyce, outro contestador, no dia do  Bloom's Day.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-5389670187967872664?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/5389670187967872664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/08/jose-de-sousa-saramago-e-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/5389670187967872664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/5389670187967872664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/08/jose-de-sousa-saramago-e-eu.html' title='Jose de Sousa Saramago e eu.'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TGMgPPK3PaI/AAAAAAAAAao/h5vh1QPUb4A/s72-c/jose_saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-3158319508771795633</id><published>2010-08-11T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-11T15:07:19.101-07:00</updated><title type='text'>O Livro que me fez Chorar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TGMeo89ZzCI/AAAAAAAAAag/IkvpTt4dzIE/s1600/Heilein.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TGMeo89ZzCI/AAAAAAAAAag/IkvpTt4dzIE/s400/Heilein.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Nunca pretendi ser intelectual. Não admito ficar limitado, perder o  controle de mim ou ter opiniões definitivas, portanto posso ler  qualquer coisa, não uso droga nenhuma e mudo constantemente.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Posso ler qualquer coisa, apenas respeitando minhas fases  pessoais, o que pode significar um tempo sem ler nada, mas fico aberto a  ler de tudo. Sempre foi assim.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como não vivo de leitura, ou seja, não sou professor de literatura, nem escritor, nem editor ou trabalhador em qualquer coisa escrita  ou falada, não tenho nenhum compromisso com o que se convencionou  classificar como Literatura, seja lá o que isso implique. Sequer uso as  coisas que leio para algum proveito pessoal, sempre cuidando na escolha  das expressões que uso no dia-a-dia, simplificando para não parecer  pedante. Sou apenas Leitor e leio exclusivamente por diversão - mesmo  livros sérios.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não me seduz a idéia de sair por aí citando autores respeitáveis,  como não me esquivo em admitir que, sim!, li, adorei e recomendo o livro  "A Hospedeira", de Stephenie Meyer. Provavelmente não vou encontrar  livro melhor para ler no resto desse ano. &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dentre todos os livros, de todos os gêneros e em todas as  classificações, alguns livros me alcançaram profundamente. Prendendo de  forma irresistível até o fim, trazendo informações preciosas,  emocionando um pouco ou bastante. Mas, qual me fez chorar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Chorar de verdade, com lágrimas mesmo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No sentido figurado, muitos causaram esse efeito. No sentido pleno e real só um.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O título dele é&lt;span style="color: blue;"&gt; "O homem Que Vendeu a Lua" &lt;/span&gt;ou "The Man Who Sold the Moon", de Robert A. Heinlen.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fico perguntando a razão de ter sido esse específico livro. Apenas  um exemplar inexpressivo de não-literatura, do gênero Ficção  Científica, de um autor mais notório por talvez ter sido o inspirador do  assassino delirante Charles Mason através do seu outro livro "&lt;a href="http://www.heinleinsociety.org/rah/index.htm" mce_href="http://www.heinleinsociety.org/rah/index.htm" target="_blank"&gt;Estranho numa Terra Estranha&lt;/a&gt;".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lembro que é sobre um sujeito, rico industrial americano, que  invoca de querer ir à Lua. Para isso faz barbaridades, jogadas escusas,  esforços extremos, para finalmente empatar toda sua fortuna num foguete  para fazer a viagem. Quando estava tudo pronto, com os credores nos  calcanhares (eram os anos 7o!), não deixaram ele embarcar por problemas  de saúde. O final é barra pesada.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fiz um poema, no final, que virou música, chama-se "O Velho Astronauta":&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Enterrem meu corpo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Em solo lunar,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Ao lado da nave&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Que me leva a sonhar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt; *&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Corri muitos mundos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;De estranha luz estelar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Amei outros seres&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;De outro sistema solar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt; *&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Me deixem bem fundo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;De uma cratera lunar,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Onde possa, para sempre,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;No espaço morar.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt; *&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Sozinho no espaço,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Da glória dos homens falei,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Da vida na terra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Que eu nunca levei.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt; *&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Ficar na menina&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Dos olhos da Terra.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Na lua de prata pousar,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span mce_style="color: #333399" style="color: #333399;"&gt;&lt;b&gt;Quem me dera.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt; O livro me pegou. Não encontro nem motivos para indicar a leitura  dele para qualquer outra pessoa. Só não houve nenhum outro que tivesse  causado o mesmo efeito: Chorar sem vergonha.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-3158319508771795633?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/3158319508771795633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/08/o-livro-que-me-fez-chorar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/3158319508771795633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/3158319508771795633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2010/08/o-livro-que-me-fez-chorar.html' title='O Livro que me fez Chorar'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/TGMeo89ZzCI/AAAAAAAAAag/IkvpTt4dzIE/s72-c/Heilein.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-6893563040696189768</id><published>2009-12-10T14:48:00.000-08:00</published><updated>2010-08-11T15:33:37.821-07:00</updated><title type='text'>Só a Terra Permanece, de George R. Stewart</title><content type='html'>&lt;h2 mce_style="text-align: center" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Sobre o livro de George R. Stewart&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div mce_style="text-align: center" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Depois de relacionar este livro entre aqueles que li mais de duas vezes, no post "Quantos Livros você já Leu?", é preciso dar uma idéia dele, justificando ter colocado junto com monstros quase compulsórios.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF5y-eqlZI/AAAAAAAAATI/xkH3ysUHMOg/s1600-h/george+r+stewart.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF5y-eqlZI/AAAAAAAAATI/xkH3ysUHMOg/s320/george+r+stewart.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;George Rippey Stewart nasceu em Sewickley, Pensilvânia em 31 de Maio de 1895 e morreu em 22 de Agosto de 1980, formado na Universidade de Princeton, na Universidade da California e na de&amp;nbsp; Columbia. Foi profissionalmente&amp;nbsp; um toponimista estado-unidense, escritor e professor de inglês na Universidade de Berkeley, Califórnia, até 1962.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF5hIRN-rI/AAAAAAAAATA/8cgEoAnn8Yg/s1600-h/miner+-+single+jack+hammer+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF5hIRN-rI/AAAAAAAAATA/8cgEoAnn8Yg/s320/miner+-+single+jack+hammer+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ele é&amp;nbsp; conhecido no Brasil pelo seu livro de ficção científica, Earth Abides (Só a Terra Permanece), de 1949. Única obra publicada no Brasil, dentre tantas e tão variadas que publicou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;É uma ficção científica dita "apocalíptica", por descrever o mundo misteriosamente esvaziado de seres humanos por um vírus mortal. Não sei bem o motivo de gostar tanto desse livrinho. Talvez a atitude pacífica e até ingênua do personagem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6BtVQsJI/AAAAAAAAATQ/EuCqgnvYVZU/s1600-h/single+jack+hammer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6BtVQsJI/AAAAAAAAATQ/EuCqgnvYVZU/s320/single+jack+hammer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Talvez pelo martelo, onipresente metáfora do homem que sobrevive em qualquer circunstância. Gosto de outros livros do gênero "sobreviver", como "Três Homens num Barco", de Jerome K. Jerome.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; Com ele, ganhou o primeiro International Fantasy Award em 1951. A ficção foi dramatizada no programa de rádio Escape e inspirou The Stand, obra de Stephen King. O filme com Kevin Costner "O Mensageiro", texto de Bavid Brin copia a situação do livro, inserindo um carteiro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Continua sendo um dos melhores romances de ficção científica que eu tive o prazer de treler, um clássico da ficção especulativa que, sessenta anos depois de sua primeira publicação, não perdeu nenhum frescor e originalidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; Depois de um evento devastador, com a extinção da civilização humana devido a um vírus de origem desconhecida, Ish Williams deve encarar o fato de ser possivelmente o último ser humano no planeta Terra. Vagando pelos EUA, será confrontado com os dilemas e situações que um homem comum poderia enfrentar. Escrito em 1950, não contém nenhum detalhe que possa datar a obra. Durante as três partes do livro, que coincidem com as três idades do personagem (juventude, maturidade e velhice), Ish será testemunha, ator e lenda viva neste novo mundo que é forjado a partir da destruição da civilização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF-KQng8AI/AAAAAAAAAUQ/tRogljwm2XI/s1600-h/miner+-+single+jack+hammer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF-KQng8AI/AAAAAAAAAUQ/tRogljwm2XI/s320/miner+-+single+jack+hammer.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Embora o romance seja altamente viciante e seja narrado de forma eficaz com grande lirismo e uma surpreendente capacidade de descrever, não há nenhum enredo real. Muitas vezes, os capítulos são apenas coisas que acontecem, os eventos estão lentamente moldando um novo mundo e o homem é apenas um elemento que precisa se adaptar a um ambiente que não pode mais domar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;George R. Stewart foi o autor de vários livros sobre geografia e costumes dos Estados Unidos e torna este romance um louvor à natureza, ao ambientalismo, à imensidão da vida e à piada que é o homem no meio da Terra. Pois "Os homens vêm e vão, mas a terra permanece".&amp;nbsp; É um grito de humildade humana, a reflexão sobre felicidade, simplicidade e civilização. Realmente, esta novela merece um artigo de maior comprimento, pois embora seja divertido de ler, a profundidade dos temas abordados convida à reflexão e conscientização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Possivelmente, um dos grandes sucessos deste romance é poder ser lido em diferentes níveis: desde a simples história de sobrevivência em um mundo em ruínas até os sentimentos profundos que este romance ecológico desperta no leitor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Só posso recomendar ler e apreciar um grande romance de ficção científica, este velho gènero tantas vezes ultrapassado e tantas outras vezes profético.&amp;nbsp; É um grande romance e, portanto, vale a pena ler.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6Sv9cKjI/AAAAAAAAATg/o_v_asS8yVU/s1600-h/george+r+stewart+-+storm.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6Sv9cKjI/AAAAAAAAATg/o_v_asS8yVU/s320/george+r+stewart+-+storm.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Foi seu livro Storm, de 1941, destacando-se como protagonista uma tempestade no Oceano Pacífico chamada "Maria", que levou ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos a usar nomes de pessoas para designar tempestades e inspirou Alan Jay Lerner e Frederick Loewe a escrever a música "They Call the Wind Maria" para o músical Paint Your Yagon, em 1951.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;George R. Stewart foi um membro fundador da American Name Society em 1956-1957 e ele serviu, uma vez, como testemunha chave numa tentativa de assassinato de um especialista em nomes familiares. Seus trabalhos acadêmicos sobre a poesia métrica das baladas (publicada sob o nome de George R. Stewart Jr.), começando com sua dissertação em Ph.D., em 1922, na Universidade de Columbia, continua importante em sua área.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div mce_style="text-align: center" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 mce_style="text-align: center" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;RELAÇÃO DE SUAS OBRAS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div mce_style="text-align: center" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Earth Abides&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6ZT7isGI/AAAAAAAAATo/CWSOxhrRytg/s1600-h/george+r+stewart+-+ordeal+by+hunger.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6ZT7isGI/AAAAAAAAATo/CWSOxhrRytg/s320/george+r+stewart+-+ordeal+by+hunger.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Ordeal by Hunger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Names on the Land: A Historical Account of Place-Naming in the United…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Pickett's Charge&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Storm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* The Pioneers Go West (Landmark Books)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Fire&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6grAcQXI/AAAAAAAAATw/cTytm4rKsQc/s1600-h/george+r+stewart+-+leben+ohne+ende.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6grAcQXI/AAAAAAAAATw/cTytm4rKsQc/s320/george+r+stewart+-+leben+ohne+ende.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* To California by Covered Wagon&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* American place-names; a concise and selective dictionary for the…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* American Given Names: Their Origin and History in the Context of the… &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* The California Trail: An Epic with Many Heroes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Names on the Globe&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Committee of Vigilance; Revolution in San Francisco, 1851, an Account of…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6lDE_EZI/AAAAAAAAAT4/tyqfWHQMxZc/s1600-h/george+r+stewart+-+american+ways+of+life.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF6lDE_EZI/AAAAAAAAAT4/tyqfWHQMxZc/s320/george+r+stewart+-+american+ways+of+life.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* American ways of life&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* U.S. 40 Cross Section Of The United States of America&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Donner Pass and Those Who Crossed It The story of the country made notable…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* N.A. 1: The North-South Continental Highway&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Man. An Autobiography &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* The year of the oath; the fight for academic freedom at the University of…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Take Your Bible in One Hand: The Life of William Henry Thomes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Doctor's oral&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* The Years of the City&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Good lives&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* East of the Giants&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* John Phoenix, esq., the veritable Squibob a life of Captain George H.…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Bret Harte: Argonaut and Exile &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Leben ohne Ende : Science Fiction-Roman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Notes on R. O. Bolt,: A man for all seasons; (Notes on chosen English…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* The Parent's Success Guide to Baby Names For Dummies (Lifestyles…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Im Schatten der goldenen Berge&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* A bibliography of the writings of Bret Harte in the magazines and…&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF7EbBQjxI/AAAAAAAAAUA/kbq0YfqUUQ8/s1600-h/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF7EbBQjxI/AAAAAAAAAUA/kbq0YfqUUQ8/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;* Not So Rich As You Think &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Estudando nomes, escrevendo livros de história, biografias, romances e&amp;nbsp; ficção científica, além de poesia e muitos trabalhos acadêmicos, tem muito mais a dizer do que apenas um livro publicado em lingua portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyGB_cWQg0I/AAAAAAAAAUY/R0UYCKVAhGM/s1600-h/Gumrcindo+Rocha+Dorea.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyGB_cWQg0I/AAAAAAAAAUY/R0UYCKVAhGM/s320/Gumrcindo+Rocha+Dorea.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;A própria estória dessa publicação é heróica. Foi publicado pela EDIÇÕES GRD, do visionário empreendedor editor Gumercindo Rocha Dorea. Ele iniciou o "Clube GRD de Ficção Científica" com esse livro. &lt;/span&gt;A Ficção Científica GRD se tornou a mais importante coleção de FC da sua época, e talvez de todos os tempos, no Brasil. Publicou pela primeira vez aqui nomes de peso como C. S. Lewis, Robert A. Heinlein, James Blish, John Wyndham, Chad Oliver, Ievguêni Zamiátin - e em coleções paralelas, as Edições GRD de Dorea franquearam aos leitores brasileiros também Ray Bradbury, H. P. Lovecraft, Walter M. Miller, Jr., Fredric Brown, entre outros. Li todos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div id="_mcePaste" style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; height: 1px; overflow: hidden; width: 1px;"&gt;&lt;table border="0" class="sectionTitle mceItemTable" height="42" style="height: 42px; width: 141px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="sectionTitleC sectionTitleLC"&gt;&lt;h2 class="sectionTitleH3"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="sectionTitleC sectionTitleRC"&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://br.librarything.com/combine.php?author=stewartgeorger" mce_href="http://br.librarything.com/combine.php?author=stewartgeorger"&gt;combinar/separar obras&lt;/a&gt;&lt;a href="http://br.librarything.com/wiki/index.php/Book_combining" mce_href="http://br.librarything.com/wiki/index.php/Book_combining" title="Help"&gt;&lt;img alt="?" class="helpIcon" mce_src="http://static.librarything.com/pics/helpq.png" src="http://static.librarything.com/pics/helpq.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;div class="sectionContent have worklist"&gt;&lt;ul class="ulplain showmorex"&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/20709" mce_href="http://br.librarything.com/work/20709" target="_top" title="Earth Abides"&gt;Earth Abides&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1147 cópias, 38 resenhas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7633005" mce_href="http://br.librarything.com/work/7633005" target="_top" title="Ordeal by Hunger"&gt;Ordeal by Hunger&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;162 cópias, 2 resenhas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/549562" mce_href="http://br.librarything.com/work/549562" target="_top" title="Names on the Land: A Historical Account of Place-Naming in the United States (New York Review Books Classics)"&gt;Names on the Land: A Historical Account of Place-Naming in the United…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;161 cópias, 10 resenhas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7636685" mce_href="http://br.librarything.com/work/7636685" target="_top" title="Pickett's Charge"&gt;Pickett's Charge&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;105 cópias, 2 resenhas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/503942" mce_href="http://br.librarything.com/work/503942" target="_top" title="Storm"&gt;Storm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;74 cópias, 2 resenhas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/486490" mce_href="http://br.librarything.com/work/486490" target="_top" title="The Pioneers Go West (Landmark Books)"&gt;The Pioneers Go West (Landmark Books)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;42 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/503833" mce_href="http://br.librarything.com/work/503833" target="_top" title="Fire"&gt;Fire&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;41 cópias, 1 resenha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7632752" mce_href="http://br.librarything.com/work/7632752" target="_top" title="To California by Covered Wagon"&gt;To California by Covered Wagon&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;34 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/189958" mce_href="http://br.librarything.com/work/189958" target="_top" title="American place-names; a concise and selective dictionary for the continental United States of America"&gt;American place-names; a concise and selective dictionary for the…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;29 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/269469" mce_href="http://br.librarything.com/work/269469" target="_top" title="American Given Names: Their Origin and History in the Context of the English Language (Opr Series)"&gt;American Given Names: Their Origin and History in the Context of the…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;27 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/2129453" mce_href="http://br.librarything.com/work/2129453" target="_top" title="The California Trail: An Epic with Many Heroes"&gt;The California Trail: An Epic with Many Heroes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;24 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/521310" mce_href="http://br.librarything.com/work/521310" target="_top" title="Names on the Globe"&gt;Names on the Globe&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;14 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/2911937" mce_href="http://br.librarything.com/work/2911937" target="_top" title="Committee of Vigilance; Revolution in San Francisco, 1851, an Account of the Two Hundred Days When Certain Citizens"&gt;Committee of Vigilance; Revolution in San Francisco, 1851, an Account of…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;9 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/1316461" mce_href="http://br.librarything.com/work/1316461" target="_top" title="American ways of life"&gt;American ways of life&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;8 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3526203" mce_href="http://br.librarything.com/work/3526203" target="_top" title="U.S. 40 Cross Section Of The United States of America"&gt;U.S. 40 Cross Section Of The United States of America&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;7 cópias, 1 resenha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7551279" mce_href="http://br.librarything.com/work/7551279" target="_top" title="Donner Pass and Those Who Crossed It The story of the country made notable by the Stevens Party, the Donner Party, the gold-hunters, and the Railroad Builders"&gt;Donner Pass and Those Who Crossed It The story of the country made notable…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;6 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3906385" mce_href="http://br.librarything.com/work/3906385" target="_top" title="N.A. 1: The North-South Continental Highway"&gt;N.A. 1: The North-South Continental Highway&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;5 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/549548" mce_href="http://br.librarything.com/work/549548" target="_top" title="Man. An Autobiography"&gt;Man. An Autobiography&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;5 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/2469140" mce_href="http://br.librarything.com/work/2469140" target="_top" title="The year of the oath; the fight for academic freedom at the University of California"&gt;The year of the oath; the fight for academic freedom at the University of…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;5 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3838284" mce_href="http://br.librarything.com/work/3838284" target="_top" title="Take Your Bible in One Hand: The Life of William Henry Thomes"&gt;Take Your Bible in One Hand: The Life of William Henry Thomes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;4 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3588095" mce_href="http://br.librarything.com/work/3588095" target="_top" title="Doctor's oral"&gt;Doctor's oral&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;4 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3756529" mce_href="http://br.librarything.com/work/3756529" target="_top" title="The Years of the City"&gt;The Years of the City&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;4 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3588100" mce_href="http://br.librarything.com/work/3588100" target="_top" title="Good lives"&gt;Good lives&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3588099" mce_href="http://br.librarything.com/work/3588099" target="_top" title="East of the Giants"&gt;East of the Giants&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3588101" mce_href="http://br.librarything.com/work/3588101" target="_top" title="John Phoenix, esq., the veritable Squibob a life of Captain George H. Derby, U.S.A"&gt;John Phoenix, esq., the veritable Squibob a life of Captain George H.…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/3756533" mce_href="http://br.librarything.com/work/3756533" target="_top" title="Bret Harte: Argonaut and Exile"&gt;Bret Harte: Argonaut and Exile&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 cópias &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/8607120" mce_href="http://br.librarything.com/work/8607120" target="_top" title="Bret Harte, Argonaut and Exile"&gt;Bret Harte, Argonaut and Exile&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/9067842" mce_href="http://br.librarything.com/work/9067842" target="_top" title="Leben ohne Ende : Science Fiction-Roman"&gt;Leben ohne Ende : Science Fiction-Roman&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7201529" mce_href="http://br.librarything.com/work/7201529" target="_top" title="Notes on R. O. Bolt,: A man for all seasons; (Notes on chosen English texts)"&gt;Notes on R. O. Bolt,: A man for all seasons; (Notes on chosen English…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7633018" mce_href="http://br.librarything.com/work/7633018" target="_top" title="The Parent's Success Guide to Baby Names (For Dummies (Lifestyles Paperback))"&gt;The Parent's Success Guide to Baby Names (For Dummies (Lifestyles…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/6533052" mce_href="http://br.librarything.com/work/6533052" target="_top" title="Im Schatten der goldenen Berge"&gt;Im Schatten der goldenen Berge&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/4254207" mce_href="http://br.librarything.com/work/4254207" target="_top" title="A bibliography of the writings of Bret Harte in the magazines and newspapers of California, 1857-1871"&gt;A bibliography of the writings of Bret Harte in the magazines and…&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;     &lt;h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;a class="donthave" href="http://br.librarything.com/work/7592165" mce_href="http://br.librarything.com/work/7592165" target="_top" title="Not So Rich As You Think"&gt;Not So Rich As You Think&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1 exemplar(es) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;          &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-6893563040696189768?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/6893563040696189768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/12/so-terra-permanece-de-george-r-stewart.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/6893563040696189768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/6893563040696189768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/12/so-terra-permanece-de-george-r-stewart.html' title='Só a Terra Permanece, de George R. Stewart'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF5y-eqlZI/AAAAAAAAATI/xkH3ysUHMOg/s72-c/george+r+stewart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-677435116620077705</id><published>2009-10-25T04:28:00.000-07:00</published><updated>2009-12-10T14:55:10.873-08:00</updated><title type='text'>Quantos Livros Você já Leu?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma  pergunta vasta: &lt;b&gt;Quantos livros você já leu em sua vida?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;* &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vamos estabelecer alguns critérios para responder com alguma exatidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ07RuodYI/AAAAAAAAAPI/uC0BRZp1EWU/s1600-h/Abapuru+releitura+Tarsila+do+Amaral.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ07RuodYI/AAAAAAAAAPI/uC0BRZp1EWU/s200/Abapuru+releitura+Tarsila+do+Amaral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Não importa a qualidade da leitura. Pode ser aquela leitura rápida sem maior ambição do que simplesmente divertir e passar o tempo. Pode incluir as meias leituras, aquelas onde você não conseguiu concluir por mais que tentasse terminar o livro, mesmo indo contra seus princípios de nunca recuar diante de uma dificuldade dessa natureza. É permitido incluir a leitura de livros impingidos na escola e livros técnicos necessários ao exercício de sua profissão. É aceitável incluir qualquer livro, mesmo aqueles que você se envergonhou de ter lido e nem às paredes confessa que gostou, pois a pergunta não é QUAIS livros você já leu, apenas quantos. Combinemos excluir apenas um Livro, a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Para algumas pessoas, a resposta é precisa e imediata, infelizmente. Leram tão poucos livros que lembram de cada um deles com detalhes tipo: a idade que tinham quando leram, a casa onde moravam, se leram na cama ou na poltrona ou no banheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ1xs0oafI/AAAAAAAAAPQ/F4GKQFBwX0Y/s1600-h/a+moreninha+first+edition.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ1xs0oafI/AAAAAAAAAPQ/F4GKQFBwX0Y/s200/a+moreninha+first+edition.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Conheci um sujeito que dizia ter lido UM livro. Leu apenas por obrigação na escola básica, mas  inflava o peito e dizia "eu li a moreninha", obrigando o interlocutor a se esforçar para disfarçar  expressão de assombro e incredulidade. Descascando bem o ser humano, para conhecer seu interior, descobri mais tarde que  leu também outros livros de contabilidade e então perguntei qual o motivo de não incluir mais esses em sua conta e ele me respondeu que esses... não eram bem livros... só estudo. Parece resposta razoável, pelo menos nesse caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;A maioria das pessoas lerão de 20 a 50 livros durante a vida inteira.&amp;nbsp; Para esses, a leitura é uma atividade dolorosa, desenvolvida com muita relutância. Começam por alguma imposição da escola ou do trabalho e, quase sempre, por força de um modismo ou pela necessidade de reunir atributos semelhantes aos do grupo de seus amigos e assim participar das conversas. O ato de ler é penoso, com a leitura de umas poucas folhas por dia e sempre de olho na numeração das páginas para constatar quantas já leu e quantas ainda faltam para finalmente concluir. Raramente lerão livros muito grandes, pois a simples visão de um livrão promete que a empreitada vai ser dura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Esse tipo de leitor sempre sabe com certeza QUANTOS e QUAIS foram os livros que já leu e, por mais incrível que pareça, lembram até do que estava escrito neles, pois leram devagar e com atenção. Em resumo, não souberam curtir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quem não pode ficar sem algum livro para ler e, quando esta lendo, avalia com tristeza que o livro já está na metade ou mesmo quase acabando, nunca vai poder responder à pergunta inicial. Sequer com uma margem razoável de erro. Nem mesmo pela média mensal de livros lidos desde que aprendeu a ler, pois há fase de ler dez e fase de ler três e outras de ler nenhum. Muito menos pelos livros em sua estante, pois sabe deus quantos leu por empréstimo, quantos sumiram ou foram emprestados e quantos não sobreviveram. Nem pensar em enumerar mesmo por cima todos os livros, serão semanas só pensando nisso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma outra pergunta bem mais fácil teria que ser feita:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;b&gt;Quantos Livros Você já Releu?&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ2K2FOKGI/AAAAAAAAAPY/6cTeRIUtF7A/s1600-h/jorge+luis+borges.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ2K2FOKGI/AAAAAAAAAPY/6cTeRIUtF7A/s200/jorge+luis+borges.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Jorge Luis Borges diz que o que importa é a releitura, é onde está a verdadeira leitura. Talvez, para ele, a primeira é a hora  do assombro com a novidade e do maravilhamento com o superlativo. Na seguinte, é o momento do detalhe requintado, do prolongamento do prazer que já não se preocupa com o desdobramento da trama e a conclusão dos mistérios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; Uma coisa é certa, a pessoa que relê nunca é a mesma pessoa que um dia leu e pode estar interessada em outros aspectos da obra que passaram despercebidos na primeira ou na segunda vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;* &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Essa pergunta é mais fácil. Pode ser: nenhum e tantos. Para facilitar ainda mais, pode responder com grande margem de acerto, tipo "li uns dez" ou, "li ins cinqüenta", pois, na esmagadora maioria dos casos, você tem esses livros junto de você e poderia agora mesmo ir pegar todos eles e provar que releu e, pior, tentar me convencer a ler também todos eles e, se eu já li alguns, comentar cada um deles muito satisfeito por encontrar uma verdadeira alma gêmea.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Agora, quer uma pergunta realmente fácil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Uma pergunta que pode ser respondida de pronto e com absoluta exatidão, sem nenhuma margem de erro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;QUANTOS LIVROS VOCÊ JÁ &lt;i style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;TRELEU&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Quantos e quais foram os livros que você já leu três ou mais vêzes? Uma meia dúzia, no máximo dez? Quantos se identificaram tanto com você? Quais são esses livros de infinitas novidades e inesgotáveis informações cujas leituras, por mais pormenorizadas e  atentas, jamais serão satisfatórias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Contudo, o importante talvez não seja quantos livros já li,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;mas sim o outro tanto que pretendo ler ainda ler. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Vou denunciar alguns que já treli.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;O Leopardo, de Giuseppe Tomaso de Lampedusa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQz1eFxj0I/AAAAAAAAAOg/RoFd6guhyOs/s1600-h/Tomasi+di+Lapedusa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQz1eFxj0I/AAAAAAAAAOg/RoFd6guhyOs/s320/Tomasi+di+Lapedusa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Meu Encontro com Marx e Freud, de Erich Fromm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQz6gLOQAI/AAAAAAAAAOo/Gm3pHFyrmJY/s1600-h/erich+fromm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQz6gLOQAI/AAAAAAAAAOo/Gm3pHFyrmJY/s320/erich+fromm.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Só a Terra Permanece, de George R. Stewart.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div mce_style="text-align: center" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF8LQmzDLI/AAAAAAAAAUI/fNVVP0Rho48/s1600-h/george+r+stewart.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SyF8LQmzDLI/AAAAAAAAAUI/fNVVP0Rho48/s320/george+r+stewart.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Ulisses, de James Joyce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Retrato do Artista Quando Jovem, de James Joyce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ0CvH-BWI/AAAAAAAAAO4/UkRzmneGf7M/s1600-h/james+joyce.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ0CvH-BWI/AAAAAAAAAO4/UkRzmneGf7M/s320/james+joyce.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Eros e Civilização, de Herbert Marcuse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ0GjhI1HI/AAAAAAAAAPA/ekkbp1_E6Wk/s1600-h/herbert+marcuse.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ0GjhI1HI/AAAAAAAAAPA/ekkbp1_E6Wk/s320/herbert+marcuse.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-677435116620077705?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/677435116620077705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/10/quantos-livros-voce-ja-leu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/677435116620077705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/677435116620077705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/10/quantos-livros-voce-ja-leu.html' title='Quantos Livros Você já Leu?'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SuQ07RuodYI/AAAAAAAAAPI/uC0BRZp1EWU/s72-c/Abapuru+releitura+Tarsila+do+Amaral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-1896769930775795466</id><published>2009-07-20T13:10:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T13:35:33.668-07:00</updated><title type='text'>Morte em Veneza, de Thomas Mann</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a style="font-family: arial;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SmTSdlsaSpI/AAAAAAAAAI8/9MTrTtrX_7g/s1600-h/thomas+mann.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SmTSdlsaSpI/AAAAAAAAAI8/9MTrTtrX_7g/s400/thomas+mann.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360640862254156434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Encantado pela possibilidade de ter deixado passar uma porção de livros, clássicos da literatura universal, depois de ter lido "O Leopardo", iniciei a leitura de "Morte em Veneza" de Thomas Mann. Livrinho pequeno, aparentemente despretencioso e respaldado na efusiva aprovação de qualquer intelectual que se preze.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lamento informar de minha decepção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A edição é da Abril Cutural, de 1979, na direção de Victor Civita. Apesar de popular, é bem cuidada, com alguns erros de edição. Tendo gostado da edição para "Ulisses" de James Joyce, sempre considerei como boas as edições da Abril, mas essa em minhas mãos é sofrível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Primeiro, pela péssima tradução de Maria Deling. O texto parece ter sido traduzido do espanhol e não diretamente do alemão. A pontuação é excessiva, muitas vezes desnecessária e confusa. Os tempos verbais mudam no meio da frase. A escolha de sucedâneos portugueses é estranha, parecendo que são muitos escritores num mesmo parágrafo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alguém devia fazer uma tradução que se preze desse autor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tema é espinhoso, podendo ser reduzido aos sentimentos de paixão de um homem à beira da velhice por um menino. Seria homosexual se não ficasse no plano espiritual, como se isso fosse desculpa para as violentas paixões enrustidas que o personagem vive. O meio ambiente construído pelo autor é de decadência, beirando o fantástico nas situações conspiratórias que o destino organiza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas fica nisso.&lt;br /&gt;Fiquei até com saudade  de ler J. G. Ballard, conhecido pelo filme "Império do Sol" (é ele o menino no campo de concentração japonês), mas com outros contos e romances em ambientes pós-apocalipticos, devastados, decadentes, úmidos e quentes. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Continuo querendo um bom livro para ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-1896769930775795466?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/1896769930775795466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/07/morte-em-veneza-de-thomas-mann.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/1896769930775795466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/1896769930775795466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/07/morte-em-veneza-de-thomas-mann.html' title='Morte em Veneza, de Thomas Mann'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SmTSdlsaSpI/AAAAAAAAAI8/9MTrTtrX_7g/s72-c/thomas+mann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-362048317531102670</id><published>2009-06-16T16:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T10:15:10.680-07:00</updated><title type='text'>O Olhar do Leopardo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SjgrwkBnnOI/AAAAAAAAACA/saQLuounguo/s1600-h/bras%C3%A3o+da+familia+Lampedusa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 95px; height: 124px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SjgrwkBnnOI/AAAAAAAAACA/saQLuounguo/s400/bras%C3%A3o+da+familia+Lampedusa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348072670806645986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dom Fabrizio é um homem singular. Nascido nobre de longa linhagem, conquistou vasta cultura, mesma para os padrões dos nobres seus contemporâneos. Conhecia os grandes autores da literatura em suas línguas originais, percorreu o mundo civilizado e especializou-se em astronomia. Capaz de meditações originais e análises em perspectiva, sabia avaliar o mundo à sua volta com lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pequeno romance, demonstra diversas vezes esse olhar crítico que conflita com preconceitos e preceitos que até hoje, com toda nossa urbanidade e americanização, só recrudesceram. Como quando admite para si mesmo que seu filho natural é limitado, até estúpido, quando comparado ao seu sobrinho Tancredi. Ou quando lamenta que o poder dos senhores feudais de seu tempo não lhe permitam certos prazeres. E em outras ocasiões, sempre tocando onde mais dói sem nenhuma piedade, principalmente consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de consciência sempre me perseguiu. Daí me identificar tanto com o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro autor que me apontou esse problema de caráter, foi Umberto Eco, num livrinho “Viagem na Irrealidade Cotidiana”, uma coletânea de artigos e crônicas analisando sem perdão as atualidades de Comunicação e a estupidez humana. Aliás, foi uma citação ligeira do Eco, num sofrível livro seu "A Mágica Chama da Rainha Loana" que me fez comprar "O Leopardo". Num certo trecho do livro "Viagem...", conta da sensação de irrealidade que o invade quando se defronta com certas situações cotidianas. Como se pergunta o significado de certos gestos, costumes, usos e atitudes, até se perguntar como a humanidade pode chegar nesse ponto. Qual o objetivo e o significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia, acontece alguma coisa que desperta essa sensação. Ou um monte de coisas. Depende do dia. Por exemplo, o que é uma gravata além de um pano estúpido que você pendura no pescoço, que um dia serviu para fazer escorregar a cinza de charuto enquanto a homarada se reunia para conversações? Qual a razão de existência de um instituto de metereologia que diz que só vai chover dali a três dias e naquela madrugada você acorda assustado com trovões, pois não ia chover, sofrendo todo o dia seguinte com água que cai à vontade? E olha que o sujeito que estudou, dispõe de satélites, estações, computadores, estatísticas e pessoal com largos recursos financeiros, foi categórico e até soberbo em seu prognóstico. Quem já acordou azedo e se perguntou para que serve arte, essa coisa estúpida, quase sempre sem sentido, sabe do que estou falando. Quem um dia concluiu que só se enrolou na vida, com mulheres, filhos, amigos e trabalho que não tem nada a ver consigo, entende. Outras mil perguntas, tipo: como um motor de automóvel fabricado ontem ainda é primitivo, sujo, frágil e ineficiente. Perguntas universais, tipo: para que serve afinal um vereador, deputado ou senador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim vai, até todo dia se perguntar, depois de olhar em torno, para seus rituais diários, seu trabalho antes tão excitante e hoje insuportavelmente maçante, para uma embalagem de papelão que cobre um invólucro plástico que acomoda um papel alumínio, para toda a inacreditável reunião de tolices à sua volta:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;O que é que eu estou fazendo aqui?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-362048317531102670?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/362048317531102670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/06/o-olhar-do-leopardo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/362048317531102670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/362048317531102670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/06/o-olhar-do-leopardo.html' title='O Olhar do Leopardo'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SjgrwkBnnOI/AAAAAAAAACA/saQLuounguo/s72-c/bras%C3%A3o+da+familia+Lampedusa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-1250166874506462558</id><published>2009-05-30T17:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T16:01:08.415-07:00</updated><title type='text'>Uma patada amigável do Leopardo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SicAokIGeiI/AAAAAAAAABw/rYsYOsFvIzA/s1600-h/Giuseppe+Tomasi.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 111px; height: 111px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SicAokIGeiI/AAAAAAAAABw/rYsYOsFvIzA/s400/Giuseppe+Tomasi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343240179790805538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um trecho instigante, inteligente, que lanço como desafio: leia e , olhando num espelho de perfeita reflexão, pense de verdade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"...tratava-se, porém, de um sentimento nascido daquela compaixão que inspira todo homem que, em novo, se julga destinado à arte, mas que, em velho, consciente de não possuir talento, continua exercendo a mesma atividade em níveis mais baixos, guardando no bolso seus sonhos murchos..." &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-1250166874506462558?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/1250166874506462558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/um-trecho-instigante-inteligente-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/1250166874506462558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/1250166874506462558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/um-trecho-instigante-inteligente-que.html' title='Uma patada amigável do Leopardo'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SicAokIGeiI/AAAAAAAAABw/rYsYOsFvIzA/s72-c/Giuseppe+Tomasi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-8670364164455185137</id><published>2009-05-28T04:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T16:40:27.791-07:00</updated><title type='text'>Novos Senhores Feudais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SjgtW2ELAZI/AAAAAAAAACI/N0f6Qsd_KsI/s1600-h/il+gattopardo+na+fonte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 107px; height: 121px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SjgtW2ELAZI/AAAAAAAAACI/N0f6Qsd_KsI/s400/il+gattopardo+na+fonte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348074427995849106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se usasse outro título, erraria completamente, pois se tiivesse usado aquele pensado "Os Novos Leopardos" teria cometido injustiça e revelado suprema ignorância sobre o personagem. Esses senhores feudais modernos são arremedos patéticos sem qualquer traço de nobreza, que mesmo o Leopardo já desprezava antes mesmo de conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criados pela escolha eleitoral (escolha?), compõem classe a parte repleta de privilégios e poderes que sabem usar em proveito próprio e dos seus. Assim é a classe política e cada um de nós conhece a história de alguns deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famílias conhecidas aqui no Paraná, por exemplo, começaram por volta de 1800, quando amealharam terras por algum serviço prestado ao império ou à incipiente república. Primeiro exploraram os recursos naturais mais à mão, como madeira e ouro, depois utilizaram a mão de obra escrava para explorar a terra, justificando essa "dívida social" que hoje imputam a todos nós. Formaram filhos que foram agraciados com cartórios e posições no judiciário e no executivo, sempre servindo ao poder pelo poder. Hoje transformam a venda de suas terras valorizadas em mandatos que financiam campanhas e garantem mais propriedades financiadas pela corrupção e escambo de vantagens que asseguram a continuação dos mandatos em todos os níveis do legislativo. Assim o maduro deputado é filho do velho senador e pai do promissor vereador, tudo bem arranjado nos feudos geográficos e nos currais eletrônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser enumerados aos milhares, pois não escondem as relações e não negam as dinastias, orgulhando-se, até, da nobreza de que se julgam portadores. Assim, nossa atual geração é vassala dos que aí estão mandatários. como nossos pais foram vassalos dos pais deles e nossos filhos estão fadados a servir a seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem disfarçado, é claro, na ilusória "escolha" pelo voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflito na qualidade desses novos senhores, mais parecidos com gordas ratazanas do que com nobres felinos,sendo obrigado a discordar da frase mais porreta do livro "se quisermos que tudo fique como está. é preciso que tudo mude", pois as transformações trazidas pela democracia e pela república fez tudo degenerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sucessão clara e natural, foi substituída pela obscura ascensão  do mais ganancioso. O nobreza adquirida e cultivada foi transformada em ideologia vazia. O mérito inerente deu lugar ao oportunismo. Tudo mudou e nada mais foi o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gostar do livro, leva a entende-lo. Começo a entender quando me torno capaz de discordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-8670364164455185137?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/8670364164455185137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/novos-senhores-feudais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/8670364164455185137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/8670364164455185137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/novos-senhores-feudais.html' title='Novos Senhores Feudais'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/SjgtW2ELAZI/AAAAAAAAACI/N0f6Qsd_KsI/s72-c/il+gattopardo+na+fonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-4088696148093201358</id><published>2009-05-25T18:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-25T18:40:25.385-07:00</updated><title type='text'>Para Saber Mais sobreo"O Leopardo"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ler por aí. Propaganda mais ou menos sobre o livro. &lt;a href="http://www.lerporai.com/livro.php?livro=livro200803"&gt;http://www.lerporai.com/livro.php?livro=livro200803. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-4088696148093201358?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/4088696148093201358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/para-saber-mais-sobreoo-leopardo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/4088696148093201358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/4088696148093201358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/para-saber-mais-sobreoo-leopardo.html' title='Para Saber Mais sobreo&quot;O Leopardo&quot;'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-3965390262328906996</id><published>2009-05-22T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T19:00:34.234-07:00</updated><title type='text'>Identificação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShdG322RV3I/AAAAAAAAABA/wGjPsD4DrZs/s1600-h/marsala.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 129px; height: 91px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShdG322RV3I/AAAAAAAAABA/wGjPsD4DrZs/s400/marsala.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338813808700905330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando trabalhei na função de arte–educador do Museu Metropolitano de Arte, da Fundação Cultural de Curitiba, isso lá por 1996, aprendi como olhar uma obra de arte. Seja a partir da divisão da tela em formas geométricas, ou pela definição de como a luz entra e se espalha pelas figuras, ou pela distribuição do claro-escuro, para entender uma obra formalmente. Contudo, havia momentos em que uma obra qualquer mesmerizava irresistivelmente a atenção. Sem motivo aparente, sem ao menos conter algum detalhe extraordinário que justificasse a atração.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Algumas, como o detalhe das mãos de uma colhedora de chá numa foto do Sebastião Salgado, ou uma árvore solitária resistindo num campo queimado, registrado por Franz Kracjberg, ou uma gravura de Artur Luiz chamada “Fruit Defendu”, ou um parquinho de Djanira, cada uma parecia falar diretamente comigo, identificando-se de imediato, sem usar nenhuma técnica de distanciar com os olhos semicerrados ou de contestualizar tempo e espaço, apenas se identificava claramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com “O Leopardo”, acontece a todo momento. O tom quase de conversa do livro, com começo, pausa para explicar, recomeço e continuação da frase, por exemplo, cria intimidade com o leitor. Os sentimentos e pensamentos do personagem são simples e francos. Sempre sabemos o que realmente sente e o que é obrigado a aparentar, pois é homem culto numa função pueril de pai, senhor feudal e estereótipo de uma época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada se compara a estar lendo e de repente saber exatamente como é acordar com aquele azedume que é sensação de irrealidade diante da estupidez de certos gestos e rituais cotidianos. Deparar-se com uma frase que exprime todo um sistema e todo um sentido é dialogar com a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, acho que esse livro caiu em minhas mãos na época certa, quando atingi a necessária maturidade para fruir por imediata identificação essa excelente obra de arte, esses objetos do engenho humano que facilmente se universalizam, pois contém elementos universais comuns a todos os seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de uma experiência sinto falta, de beber um bom vinho Marsala.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-3965390262328906996?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/3965390262328906996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/identificacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/3965390262328906996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/3965390262328906996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/identificacao.html' title='Identificação'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShdG322RV3I/AAAAAAAAABA/wGjPsD4DrZs/s72-c/marsala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-8487814604281607163</id><published>2009-05-21T18:46:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T19:02:51.124-07:00</updated><title type='text'>Il Gatopardo  - Turismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShYHGiFMYAI/AAAAAAAAAAw/pX6wpESXjaE/s1600-h/O+Pal%C3%A1cio+do+Leopardo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 255px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShYHGiFMYAI/AAAAAAAAAAw/pX6wpESXjaE/s320/O+Pal%C3%A1cio+do+Leopardo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338462217103499266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os lugares onde viveu o autor&lt;br /&gt;e se desenrola a história.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sicilyontour.com/parco_letterario_giuseppe_tomasi_di_lampedusa.htm"&gt;http://www.sicilyontour.com/parco_letterario_giuseppe_tomasi_di_lampedusa.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-8487814604281607163?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/8487814604281607163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/il-gatoopardo-turismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/8487814604281607163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/8487814604281607163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/il-gatoopardo-turismo.html' title='Il Gatopardo  - Turismo'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShYHGiFMYAI/AAAAAAAAAAw/pX6wpESXjaE/s72-c/O+Pal%C3%A1cio+do+Leopardo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-6216551547923087710</id><published>2009-05-20T19:02:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T18:36:32.975-07:00</updated><title type='text'>Razões para ler esse livro.</title><content type='html'>Vídeo do Ler+, com um resumo padrão e trechos do filme.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mDGnrAd8_Es"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=mDGnrAd8_Es&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-6216551547923087710?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/6216551547923087710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/razoes-para-ler-esse-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/6216551547923087710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/6216551547923087710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/razoes-para-ler-esse-livro.html' title='Razões para ler esse livro.'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-9072588746542897640</id><published>2009-05-20T18:22:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T18:42:16.355-07:00</updated><title type='text'>Para continuar igual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.apostos.com/porco/archives/divan_delacroix.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 288px; height: 236px;" src="http://www.apostos.com/porco/archives/divan_delacroix.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Buscando informações para "O Leopardo", surgem muitas referências para a frase "É preciso que tudo mude, para tudo continuar como está". É atribuída ao príncipe Dom Fabrízio na versão para cinema que não assisti, mas na verdade é de Tancredi, pupilo do príncipe, que com ela justifica sua partida para lutar ao lado dos rebeldes garibaldinos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A frase é boa, lapidar e tudo mais, mas prefiro outras, como aquela resultante das meditações iniciais de Dom Fabrízio ao olhar as fogueiras dos rebeldes e os mosteiros em torno de Palermo: "...fanáticos, solitários como eles; como eles, ávidos de poder, isto é, como sempre, ávidos de ociosidade."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Afinal, o que sempre buscam todas as pessoas, fortuna e poder para ficar sem fazer nada, só usufruindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-9072588746542897640?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/9072588746542897640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/para-continuar-igual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/9072588746542897640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/9072588746542897640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/para-continuar-igual.html' title='Para continuar igual'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-2712335424826022257</id><published>2009-05-14T17:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T17:27:21.521-07:00</updated><title type='text'>A Primeira Impressão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A primeira foi que precisava reaprender a ler.&lt;br /&gt;Acostumado estava em ler calhamaços de mil páginas, livros em série que ocupam cinquenta centímetros de prateleira e mesmo boas idéias super-aproveitadas. Todos eles, livros feitos em computador. O cara é o pink floyd das letras, também ganha por hora, então escreve sem pressa de acabar, sem preguiça de corrigir, numa verborragia interminável que não desperdiça nenhuma pequena idéia e não descuida nenhum pequeno detalhe.&lt;br /&gt;Acho que todo escritor devia trabalhar em máquina de escrever. Seria mais direto e parcimonioso.&lt;br /&gt;Assim, me descobri meio analfabeto, desaprendido de ler uma palavra de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;"Pare, leia devagar, olhe as pontuações. É livro cheio de detalhes. Ou quer ficar imaginando que Bendicó é um vira lata preto e não um fila enorme, por ter passado sem ver a pequena frase?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;É... Fazia tempo que não pegava um livro tão denso.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-2712335424826022257?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/2712335424826022257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/primeira-impressao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/2712335424826022257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/2712335424826022257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/primeira-impressao.html' title='A Primeira Impressão'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3286113310461028889.post-5970649673426393257</id><published>2009-05-13T17:34:00.000-07:00</published><updated>2009-05-22T17:52:16.525-07:00</updated><title type='text'>O Leopardo, por Giuseppe Tomasi, Príncipe de  Lampedusa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShdIsCqxQNI/AAAAAAAAABI/AspYrOhryX4/s1600-h/tomasilampedusa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 152px; height: 173px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShdIsCqxQNI/AAAAAAAAABI/AspYrOhryX4/s400/tomasilampedusa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338815804738715858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Durante muitos anos, fui perseguido por esse livro. Estava sempre numa prateleira de sebo, em muitas edições populares de bolso, em outras de luxo. Nunca tive o impulso de ler. Achava que tinha alguma coisa de rançosa, antiga, ultrapassada. Até achei pequeno demais para conter alguma coisa interessante. Assim fui lendo muitas outras coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem motivo aparente, talvez levado por uma menção de Umberto Eco, comprei uma edição do Clube do livro. Foi começar e me perguntar como pude viver todos esses anos sem ter lido esse livro.&lt;br /&gt;Nas primeiras páginas, já pensava em medir os outros livros por ele. Por exemplo, quantos do Thomas Pynchon para fazer um O Leopardo? Todos. Uns tres melhores do Saramago para fazer um O Leopardo? Qual outro livro que, sózinho, competiria com O Leopardo? E olha que gosto muito de todos com os quais comparei.&lt;br /&gt;Reação ardorosa de fã.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agora que fiz a primeira leitura, pois haverá outras, entendo que esperei sem querer para atingir uma mínima maturidade e apreciar mais profundamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3286113310461028889-5970649673426393257?l=ilgatopardo-malanski.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/feeds/5970649673426393257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/o-leopardo-por-giuseppe-tomasi-principe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/5970649673426393257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3286113310461028889/posts/default/5970649673426393257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilgatopardo-malanski.blogspot.com/2009/05/o-leopardo-por-giuseppe-tomasi-principe.html' title='O Leopardo, por Giuseppe Tomasi, Príncipe de  Lampedusa'/><author><name>Pedro Malanski</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/Sk1d6TGAPmI/AAAAAAAAAEk/T_tPhpg2p7Y/S220/dedo+e+deus.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_W32iYlEZcB0/ShdIsCqxQNI/AAAAAAAAABI/AspYrOhryX4/s72-c/tomasilampedusa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
